"Dizem que a motivação não dura. Bem, o banho também não. Por isso ele é recomendado com freqüência." (Zig Ziglar)

domingo, 22 de março de 2009

Auto-hipnose

Auto-hipnose de Betty Erickson

Por Virgilio Guimarães
Use o poder da sua mente inconsciente para atingir objetivos pessoaisA estratégia abaixo é útil para se conseguir resultados comportamentais variados (você é que define quais serão). Já foi usada por muitas pessoas com sucesso, inclusive por mim. Não é estritamente necessário conhecer os "porquês" para que a técnica funcione, é suficiente o faça-e-descubra, mas de qualquer maneira, seguem alguns esclarecimentos.
Hipnose é um estado de atenção focalizada e concentrada. Entrar em hipnose envolve tirar sua atenção da experiência externa e direcioná-la internamente. E tipicamente, ao processar informação, privilegiamos um sistema representacional, que pode ser visual, auditivo ou cinestésico (sensações). Um "estado alterado" de consciência ocorre quando você processa informação fora desse seu sistema de representação primário.
Dois pressupostos ou crenças fundamentam esta técnica. A primeira é que o entendimento da mente consciente não é necessário para se efetuar uma mudança. Evidência disto são as várias coisas que aprendeu quando criança, como andar, falar e assobiar. O segundo é que você pode confiar na sua mente inconsciente. Para que você também acredite nisto, sugiro que teste essa afirmação na prática: faça de conta por alguns minutos que é verdade e veja o que acontece!
Vamos aos passos da auto-hipnose:
1) Posição confortável – Ache uma posição que você possa manter facilmente pelo tempo da prática. Pode ser deitado ou sentado, embora sentado seja melhor para evitar que você durma. Centre-se olhando direto à frente e respirando lenta e facilmente. Relaxe.
2) Tempo – Determine o tempo que pretende levar e faça uma declaração sobre isto, como "Eu vou entrar em auto-hipnose por 15 minutos..." (você se surpreenderá ao descobrir como seu "relógio interno" pode controlar o tempo para você).
3) Propósito – Faça uma segunda declaração para si mesmo sobre seu propósito ao entrar em auto-hipnose. Neste propósito, nós permitimos à mente inconsciente trabalhar no assunto, ao invés de dar sugestões abrangentes, assim nossa declaração de propósito deve refletir este fato. Diga: "...para o propósito de permitir à minha mente inconsciente fazer os ajustes apropriados para auxiliar-me em______." Preencha o espaço com o que você quer obter, como "Acreditar mais que posso levar a cabo aquele projeto" ou "Aceitar mais a Fulana como ela é." ou "assistir as aulas de Química com mais motivação e prazer". (mais importante que as palavras é o fato de que você está transferindo este processo para a sua mente inconsciente)
4) Estado de saída – Faça uma declaração final a si mesmo sobre como você quer estar quando completar o processo. Tipicamente, em hipnose, ouvimos a idéia de que você deve voltar sentindo-se "acordado, alerta e renovado", mas no mundo real isto pode não ser o que você quer. Por exemplo, se vai fazer sua auto-hipnose antes de dormir, você pode preferir retornar "relaxado e pronto para dormir", ou pode preferir nem retornar e deixar que sua inteligência inconsciente trabalhe na questão a noite inteira. Se vai fazê-la antes de trabalhar, pode querer retornar "motivado e cheio de energia". Simplesmente diga para si mesmo "... e quando terminar, eu vou me sentir_____"
5) Atenção externa - A partir desta etapa, você entra em um ciclo de direcionamento da atenção. Comece, de olhos abertos, prestando atenção a três coisas visuais, uma de cada vez. Faça uma pausa (algo entre 3 e 5 segundos) em cada uma. Prefira pequenas coisas, como uma marca na parede, uma maçaneta, o canto de um quadro. Se quiser, dê os nomes: "Eu estou olhando o parafuso da dobradiça da porta" ou "Eu estou vendo aquela coisa ali".Em seguida, direcione a atenção para seu canal auditivo e note, uma a uma, três coisas que você ouve (isto permite que os sons do ambiente sejam incorporados, ao invés de distraírem).Agora atente para o corpo e note três sensações corporais, também uma de cada vez. Vá devagar de um ao outro. Busque aquelas sensações que normalmente você não nota, como o peso dos óculos, a sensação do relógio de pulso, a textura da blusa.Continue o processo com dois visuais, dois auditivos e dois cinestésicos.Ainda lentamente, faça o mesmo para um visual, um auditivo e um cinestésico.
6) Atenção interna - Feche os olhos. Traga uma imagem à sua mente. Você pode construir uma ou simplesmente usar uma que vier. Pode ser um ponto de luz, uma praia bonita ou uma pizza. Se nada vier, sinta-se livre para "por algo lá". Se preferir, dê um nome à imagem.Faça uma pausa e deixe que um som venha à sua percepção ou crie um e dê um nome a ele. Se ouvir um som no ambiente, pode usá-lo se preferir.Agora, torne-se consciente de uma sensação e dê um nome a ela. É preferível fazer isto internamente – use sua imaginação. Por exemplo, sentir o sol de verão aquecendo um braço, água fria molhando os pés, a sensação de dois dedos se tocando. Novamente, se uma sensação física chamar sua atenção, use-a.Repita o processo com duas imagens, dois sons e duas sensações, sempre uma de cada vez.Novamente, com três imagens, três sons, e três sensações.
7) Completando o processo – Se você executar a seqüência acima antes do tempo estabelecido, o que é normal, você pode continuar com 4 imagens, sons, sensações, depois 5 e assim por diante. Outra coisa que costumo fazer é simplesmente ficar prestando atenção na respiração e apenas observando eventuais pensamentos. Algo assim como uma espera tranqüila.Não é incomum "sair do ar" ou perder a consciência durante o processo. Algumas pessoas em princípio acham que dormiram, mas em geral você se verá voltando automaticamente ao fim do tempo que estabeleceu. Isto é uma indicação de que você não estava dormindo e que sua mente inconsciente estava fazendo o que você pediu.
Como quando definiu suas metas, no início, confie que sua mente inconsciente está trabalhando para você em segundo plano enquanto você está executando o processo. Não duvidar já é um bom começo!

Publicado no Portal CMC

terça-feira, 17 de março de 2009

O que é e o que não é Hipnose:

O que é, e o que não é a HIPNOSE aplicada à terapia psicológica:

Os Terapeutas e Hipnólogos Clínicos, que tivemos nossa experiência clínica previa dentro da Psicologia, e logo aprendemos o modo terapêutico de aplicar as técnicas da hipnose em nosso trabalho com pacientes, estamos muito acostumados que as pessoas venham ao consultório e nos comentem inúmeras vezes sobre o que eles esperam de nós em nossa prática clínica, e o que esperam eles desse feito (E não são poucas as vezes que são idéias falsas, preconceitos, temores e desconhecimento). É muito comum e generalizada a crença de que com a hipnose se pode alcançar êxitos milagrosos e imediatos, quer dizer, as pessoas pensam assim, se colocam diante de nós terapeutas, contando-nos seus problemas, e crêem que com nossa mágica e olhar poderoso curemos suas dores, patologias, o modo de existir que os fazem infelizes e etc.

Estas sensações de mal-estar que estão em sua existência e, que em muitos casos os acompanharam por muitos anos em suas vidas, é nesse momento, em que estão diante de nós, expondo seus problemas quando dizem e afirmam estarem nesse momento buscando nossa ajuda, mas não de modo lógico e terapêutico, senão, esperando de nós um milagre, o “milagre”, quer dizer, nos expõem suas dores e nos colocam no lugar “desse bruxo mágico” que fantasticamente possa mudar suas vidas em “um piscar de olhos”.

Isso que para alguns que estão lendo essas linhas pode parecer absurdo e fruto de minha imaginação agora, não é tal como parece, e lhes digo que é muito comum que isso ocorra no consultório.

Acredito que nesta equivocação influiu uma porcentagem grande de quem praticava a chamada “hipnose de circo”, “hipnose de cena”, e mostravam que era possível conseguir que uma pessoa perdesse totalmente a consciência e estivesse à mercê do hipnotizador, que ele pudesse fazer com ela ou ele o que bem entendesse nesse momento, e muitas vezes fazê-la realizar atos ridículos e até vergonhoso.

Se bem que é certo que existem muitos elementos nos quais a Hipnose Terapêutica, Hipnose Clínica ou Terapia de Hipnose é similar a este tipo de Hipnose. Não é um tanto fantasioso, exagerado ou extremista quando um “hipnólogo de cena” mostra ou manifesta-a.

A Hipnose Clínica, Hipnose Terapêutica ou Terapia de Hipnose tem em primeiro lugar o requisito de que seja praticada por psicólogos especialistas, psiquiatras ou terapeutas da saúde mental, e que antes de aplicar as técnicas da hipnose eles tiveram que aprender a tratar todo o tipo de doenças ou enfermidades psicológicas e/ou psiquiátricas, assim como as emocionais, psicossomáticas e etc. Então, antes de serem hipnólogos eles tiveram que ser avançados especialistas em tratar as enfermidades mentais em toda sua amplitude e saber, e conhecer como se comporta a psique em todas as suas manifestações, ter experiência clínica no tratamento das enfermidades psíquicas, emocionais e etc.

Então, dizemos que no mundo de hoje a aplicação da Hipnose Clínica, Hipnose Terapêutica ou Terapia de Hipnose está muito difundida em todos os continentes. Isso se deve ao benefício que a aplicação dessa metodologia nos proporciona em todas as patologias psicogênicas, tanto nas patologias psicossomáticas, como também nas enfermidades de origem física.

E por que se dá esse beneficio se perguntam vocês nesse momento. Porque o êxito que se obtém com sua aplicação trás ao paciente um resultado em um tempo muito menor, ao contrário do que requer qualquer outra metodologia terapêutica, e isso ainda podendo-se chegar aos níveis profundos da psique, de modo que o resultado na modificação de padrões de conduta, patologias, sintomas é totalmente bem sucedido e durável ao longo do tempo. Enquanto se conheça e se aplique a Hipnoterapia em todo o mundo, sem dúvida nenhuma, isso é fruto do saber e da difusão dos feitos alcançados nos consultórios pelos distintos hipnoterapeutas que a aplicam que se faz através da internet.

Também estamos nos acostumando a que diversos meios, seja por rádio ou televisivos, entrevistem especialistas em Saúde Mental, tanto psicólogos e/ou psiquiatras que em sua prática clínica aplicam a Hipnoterapia, contando o que é precisamente esta ciência, que nos últimos tempos vem monopolizando a atenção e a escolha dos pacientes que optam ser tratados por esta metodologia. Sem dúvida alguma é o “boca a boca” e a difusão, tanto pelos meios de comunicação, ou pela internet, que levaram ao conhecimento dos que sofrem quais são as vantagens que oferecem a Hipnose Clínica, Terapêutica.

Então, o conhecimento generalizado sobre o que é precisamente a Hipnoterapia, e sobre o que não é, contribui e contribuirá a eliminar o falso conceito sobre a Hipnose Clínica, sobre o que se deve esperar com sua aplicação terapêutica e o que não se deve esperar.

Pois, precisamente por existir essa confusão, esse desconhecimento não foi possível que muitas pessoas que poderiam ser ajudadas com sua aplicação no consultório para deixar de sofrer, não o foram porque é precisamente esse conceito falso de que aqueles que praticam a hipnose são uma espécie de “bruxos”, que “submetem sua mente e vontade” a “nossa mercê”, e que como pacientes poderiam perder sua liberdade, seu livre arbítrio por isso. Nada mais longe da realidade que este falso conceito, que essa desinformação, que essa falta de conhecimento.

Como dizia antes nesse texto, é comum que venham ao nosso consultório pessoas pedindo e nos colocando no lugar de “bruxos”, mas também é certo que nós como profissionais e experientes especialistas em Saúde Mental, e em tratar a todo tipo de pacientes e doenças, também devemos informar a essas pessoas, que não somos quem eles acham que somos, e que por outra parte, esse lugar no qual nos colocam, além de apenas existir em sua fantasia, também existe porque há em sua pessoa a necessidade de crer que magicamente outra pessoa lhes vai solucionar a vida de maneira milagrosa, fato que sem sombra de dúvidas é produto apenas de sua fantasia, ilusão e mentalidade pessoal.

De modo que ante esta demanda, há que mostrar ao paciente a verdade, derrubar sua fantasia e mostrar quais são seus próprios mecanismos psíquicos que a levam a buscar uma saída mágica a sua doença, em lugar de uma cura da qual ele como paciente forma parte e é agente, e nós como Hipnoterapeutas, como Hipnológos Clínicos somos apenas uma ponte entre esse paciente e sua enfermidade, e a metodologia terapêutica que aplicamos para sua cura. Se não existe o convencimento e a real consciência de sua patologia, de seu sofrimento, de sua conduta e, consequentemente, o desejo de mudança e de cura, se isso não existe, então, existe o mágico pensamento, a mágica crença que nós Hipnoterapeutas faremos tudo por ele, porque somos essa espécie de pseudo Deus, que foi erigido só porque não existe nessa pessoa a tomada de consciência de sua enfermidade, doença ou conduta a modificar e, que se isso realmente não existe, tampouco existe em nós a possibilidade de fazer uma ponte para sua recuperação e/ou mudança e/ou cura.

A Hipnose como Terapia Psicológica, quando se difunde seu real valor, conceito e efetividade contribui positivamente a esclarecer esse tema, e a mostrar a concepção real sobre o que é a Hipnose e suas vantagens terapêuticas, como também, desmistificar falsos conceitos adquiridos desde muitos anos, que o uso que se fazia da hipnose estava rodeado desse halo de mistério e magia, que carece de uma base real e cientifica que a Metodologia Hipnótica aplicada à saúde tem, e que nesses elementos terapêuticos metodológicos se baseia.

Aplicando essa metodologia o Hipnoterapeuta Clínico ajuda a pessoa a qual ele recorre, a resolver os conflitos que por si só ela não pode resolver. E não só de conflitos emocionais estamos falando quando dizemos que a Hipnose Clínica ajuda as pessoas a alcançar uma vida melhor, mas também contamos que é aplicada na cura das enfermidades psicossomáticas, quer dizer, aquelas doenças que aparecem quando a pessoa inflige ao corpo seu sofrimento psíquico e emotivo; também enfermidades psíquicas como a depressão, os vícios (todos eles: tabaco, álcool, drogas, comida e etc.), problemas de ansiedade, fobias, stress pós-traumático, enfermidades físicas como as dermatológicas, e muitas outras de diferentes etiologias, tanto de origem psicogênico, como físico.

É com a ajuda das técnicas adequadas que o Hipnoterapeuta Psicólogo ou o Psiquiatra que tem conhecimentos terapêuticos aplica a Hipnoterapia ajudando, assim, o paciente a superar sua doença, seu sofrimento, seu mal-estar, a modificar sua conduta e, consequentemente, a encontrar uma vida plena. Dizemos, então, que é no mundo de hoje, e já há algumas décadas, que a Hipnoterapia Clínica é uma das principais correntes da psicoterapia. E que para a aplicação da metodologia Hipnótica, o terapeuta se vale de sua experiência clínica e dos fundamentos metodológicos de sua formação acadêmica.

Pessoalmente, eu, para minha prática clínica comecei aplicando nas sessões de Hipnose Clínica os conhecimentos, em primeiro lugar, da Psicoterapia Psicanalítica, logo, da Hipnose Ericksoniana, e com o passar dos anos, fui comprovando que se incorporasse a metodologia Cognitiva e Conductual a minha prática clínica de Hipnose, como também, muitos elementos que me proporciona a Terapia Gestalt, a Terapia Sistêmica, assim como elementos do EMDR. Consigo em meus pacientes um resultado muito mais adequado às exigências das distintas dificuldades, problemáticas e patologias que levam os pacientes ao meu consultório.

Atualmente e, sobretudo, desde os últimos anos muitas das pessoas que procuram meu consultório para o tratamento com hipnose sofrem de:

-TOC
-Anorexia, Bulimia e Obesidade
-Fobias (de todos os tipos: agorafobia, fobia social, etc.)
-Colón inflamado
-Vícios (álcool, drogas, psicofarmácos, tabaco)
-Transtorno de Stress Pós-Traumático TEPT
-Depressão
-Ludopatia

Claro que estou falando das patologias mais comuns que afetam os pacientes, mas também existem outras como, por exemplo, as que enumero aqui:

• Abuso sexual
• Agressividade
• Ansiedade
• Baixa Auto-estima
• Complexos
• Crises de Angustia
• Dificuldades da fala como: dislexia, dificuldades de comunicação, tartamudez
• Dificuldades ou problemas com a concentração, dificuldades nos estudos
• Dor, dores crônicas, dor de cabeça
• Pesar (perda de um ente querido)
• Dificuldades ou disfunções sexuais como: ejaculação precoce, anorgasmia, falta de ereção, vaginismo, dispareunia, impotência, etc.
• Stress
• Insegurança
• Insônia
• Enurese
• Medo, temores
• Tiques
• Timidez
• Transtornos dermatológicos e etc.

Então, continuando com a pergunta O QUE É A HIPNOSE? Dizemos que é, em primeiro lugar, uma técnica, desde o momento de sua aplicação em forma terapêutica, nas enfermidades e problemas psíquicos e emocionais, até modificar condutas e modos de vida equivocados e que causam sofrimento a pessoa. Há muitas décadas que foi comprovada sua validez científica, quer dizer, está cientificamente provado que quando aplicada por profissionais idôneos e formados produz mudanças rápidas nas pessoas.

Essas mudanças são desejadas pelo paciente e se produzem tanto no comportamento, como no físico, psíquico, emotivo, comportamental, relacional e mental.

Agora falemos de como se aplica a Hipnose Clínica ou Hipnose Terapêutica: quando se produz o estado hipnótico no paciente. Primeiramente, ele deve haver entrado em um profundo estado de relaxamento. Nesse estado a pessoa pode conseguir que sua mente se concentre em tudo que o terapeuta vai indicando, e somente atende a voz do Terapeuta Hipnólogo.

A isso chamamos “atenção focalizada”, as sugestões, orientação e guia que recebe do Hipnoterapeuta com sua voz.

E são precisamente essas sugestões, orientações e frases as que vão permitir que o paciente possa, em primeiro lugar, entrar em transe e chegar aos extratos profundos de sua psique, de seu subconsciente ou inconsciente, como também é conhecido, e trabalhar nesse momento, e buscando a melhor técnica dentro das metodologias terapêuticas (previamente havia comentado sobre as técnicas que aplico quando o paciente está em estado hipnótico).

Com isso se pode ajudar ao paciente a realizar as mudanças positivas e modificações necessárias para melhorar em si mesmo e, portanto, em sua vida.

Outra questão que me parece oportuno esclarecer, e que também é comum que haja confusão ou má informação ao respeito, é que sempre a pessoa tem e mantém o absoluto controle sobre si e seu estado consciente, nunca perde a consciência, nunca entra em estado de sono profundo, e esse controle que tem de si e faz que apenas diga e mencione nesse momento, e não fará ou dirá nada que não quer dizer ou fazer. Por isso que eu gosto de falar de autohipnose, pois se a pessoa não quer deixar-se hipnotizar, o terapeuta certamente não poderá fazê-lo sozinho, se não recebe a vontade e a decisão do paciente para fazê-lo.

Então, toda a Hipnose é Autohipnose e o Hipnoterapeuta é a ponte ou o facilitador da experiência hipnótica, apenas isso.

Volto então ao que mencionava no começo do texto, se a pessoa pretende que o hipnoterapeuta se faça de mago, a cura não é possível. Quando o paciente não quer deixar-se hipnotizar, tampouco é possível para o hipnoterapeuta fazê-lo, e a sessão de Hipnose fracassa.

Não faz muito tempo veio ao meu consultório uma pessoa do sexo feminino, de 60 anos com uma história de vida verdadeiramente pungente, seu sofrimento era tanto que quando ela veio ao consultório me disse: “venho aqui informada, quero deixar de sofrer já”. À medida que essa primeira sessão avançava, eu podia me dar conta por cada uma das frases que ela dizia quando se dirigia a mim, que me havia colocado no lugar do mago, no qual toda experiência terapêutica fracassa, em todo momento a fiz notar isso, e a possibilidade de fracasso, de não modificar isso em seu conceito e desejo.

Ela continuou assistindo as sessões, e tudo foi muito difícil durante as mesmas. Desde o relaxamento, e muito mais quando ela entrou em transe hipnótico, as sessões, claro, demoravam muito mais tempo que com um paciente regular. Cada vez que ela entrava no consultório sempre dizia a mesma frase: “eu pensava que o senhor fosse me fazer dormir e quando eu despertasse estaria curada” (sempre nesse momento da sessão eu a explicava que seu conceito estava errado, como no primeiro dia). Segui falando até a quarta sessão, e inclusive nessa sessão ela custou mais ainda pra entrar em transe, e quando o fez não pode seguir trabalhando com os elementos que sua psique a enviava para serem trabalhados.

Uma vez que isso ocorreu a expliquei mais uma vez que não era possível que fosse esse mago ou esse ser que faz e sabe tudo magicamente, lugar este que se empenhava a continuar me colocando, e que dificultava totalmente o tratamento. Foi nesse momento da terapia que lhe fiz essas duas perguntas como modo de derrubar sua resistência ao tratamento: o que você quer seguir conservando? E o que você quer deixar ir? Nesse momento trabalhamos especificamente as respostas a essas perguntas, e foram realmente de um grandioso avanço terapêutico, pois nas mesmas pôde compreender que havia sofrido e sofria muito em sua vida, estava tão enraizado este sofrimento em seu modo de ser e de conduzir-se que temia modificá-lo, pois a possibilidade de pensar que sua vida poderia ser diferente do que era nesse momento a aterrorizava.

Temia deixar o desconhecido. Isso foi trabalhado, e agora ela é uma paciente com alcances e avanços admiráveis em sua Terapia de Hipnose, já faz quatro meses que ela está em tratamento, e acredito que ao longo do ano ela terá alta, de acordo com as mudanças produzidas nela, produto da hipnoterapia.

Outro falso conceito que é preciso erradicar é que muitos pacientes também crêem que porque podem recordar toda a sessão de hipnose não entraram em um estado de transe, não foram hipnotizados, mas não é assim, pois quando se produz a hipnose na sessão de terapia, o paciente entra em um estado de transe hipnótico, mas não perde a consciência, se não todo o contrário, é um estado aumentado de consciência e sua atenção consciente apenas está concentrada na voz do hipnólogo, do hipnoterapeuta.

É nesse estado que a “mente consciente”, essa mente que está conosco no cotidiano, no viver diário, quando estamos atentos as distintas tarefas e rotinas diárias fica suprimida, e é a mente “subconsciente” que está presente nesse momento durante a sessão hipnótica. Para que se entenda o exemplo, acontece muitas vezes quando estamos lendo um livro ou um artigo, ou assistindo a um filme que nos interessa muito, e estamos totalmente absortos. É quando algo atrai nossa atenção e nos tira de nossa abstração que nos damos conta que não existia no nosso mundo desse momento mais do que o mundo da história que nos estava envolvendo por completo.

Durante a sessão de hipnoterapia o paciente sente isso precisamente, que sua atenção esteve realmente absorta e ocupada em todo o decorrer da sessão, e não existiu um mundo externo a sua mente e superconsciência nesse momento, de tal modo que quando a sessão termina o chama a atenção o tempo transcorrido, já que uma das características que tem a sessão de hipnoterapia é que o tempo parece não passar, de tal modo que é comum que a hora passe e o paciente sinta que apenas se passaram 5 minutos.

Durante o tratamento com a Hipnoterapia Clínica se alcança a recuperação da saúde e também a mudança de modos de comportamento, de desenvolvimento, de formas de vida, de estilo de vida positivo. Alcança-se enfrentar e vencer os medos e as fobias, mudar todos os modos de pensamento quando estes são negativos e prejudiciais a qualidade de vida da pessoa. Aprende-se a expressar os sentimentos e emoções, a conectar-se com a afetividade, a desenvolver-se na vida, a deixar os vícios, a vencer a timidez, a adquirir uma melhor saúde física e psíquica, a superar o stress, a adquirir auto-estima, auto-valor, domínio de caráter, a superar a insônia, a dor, os maus hábitos e comportamentos, mas nunca o paciente faz coisas que vão contra sua vontade, sua moral ou sua ética.

Quando alguém fez várias sessões de hipnose, e aprendeu como relaxar-se em uma sessão, pode-se fazer o mesmo em sua casa, sozinho, e também praticar o que se chama de “autohipnose” sempre seguindo as instruções aprendidas no consultório. Nestas práticas de autohipnose, o que se consegue é reafirmar e consolidar mais ainda o sucesso alcançado na sessão de Hipnoterapia. Além do mais, esta prática também ensina ao paciente a modificar seus estados de ansiedade e angústia, isso é, se ele o pratica diariamente como estilo de vida, e não apenas paralelamente ao tratamento hipnótico, mas diariamente, influirá para melhor em sua vida, tanto em sua saúde psíquica, física, emocional e relacional.

Outra das aplicações que tem a Terapia de Hipnose é superar o medo ou stress as provas, também a falta de concentração, a falta de memória e o bloqueio comum (o branco) que produz o temor render-se. O modo o qual a Hipnoterapia ajuda nesses casos é fazendo com que o estudante aprenda a relaxar-se, para que no momento da prova seja fácil fazê-la e, portanto, possa render sem impedimentos ou dificuldades, concentrando-se apenas em seu conhecimento e podendo aplicá-lo. E isso também vale ao aprender a concentrar-se de maneira melhorada e fazer uso de sua memória com técnicas corretas. Ele consegue que o tempo de estudo e aprendizagem seja muito menor que aquele o qual estava acostumado a utilizar antes das sessões de hipnoterapia.

Atualmente, são muitos os esportistas que nos procuram como Hipnoterapeutas, pois aprendem conosco a relaxarem-se, a controlar sua ansiedade e, então, utilizar seus conhecimentos, assim como sua capacidade, mente e corpo para que o potencial que possuem renda ao máximo, e que por distintas causas não o estão utilizando de maneira correta, afetando dessa maneira, sua maneira de reagir nos diferentes momentos que competem.

A ajuda que proporcionamos como hipnoterapeutas aos atletas de todas as modalidades é aprender a controlar a ansiedade, a fazer que se dêem conta da dificuldade que esse estado provoca neles, e que tem como consequência essa ansiedade e toda a energia que perdem por isso. Eles também aprendem a utilizar todos os recursos disponíveis para alcançar o rendimento máximo, porque durante as sessões de hipnose os desportistas podem conseguir ver e se dar conta de quais são as falhas que os impedem de atingir o rendimento desejado, mesmo sentindo que poderiam render muito mais em sua modalidade. Além disso, eles aprendem uma maneira de utilizar esse potencial e aplicá-lo em várias competições. É também nas sessões de hipnose que eles encontram um ótimo recurso para aprender a antecipar cada um de seus encontros, e ter em mente antecipadamente um desenvolvimento adequado dessa competição.

É comum que atletas que praticam modalidades como basquete, golfe, futebol, ciclismo, natação e etc. vão aos consultórios de hipnoterapeutas periodicamente, de tal modo que a hipnose se transformou em uma aliada dos atletas. Ela está cada vez mais difundida entre os esportistas mais famosos do mundo, que em algum momento de sua carreira tiveram sessões de hipnose.

Autor: Lic. Cristina Heinzmann

Tradução: Clarisse Evelin (cladutora) - cladutora@yahoo.com.br
Sua Mente

domingo, 8 de março de 2009

A PNL vai bem

“Na alegria de vocês descobri minhas Certezas….
E o mundo me parece que Começa”

Silvio Rodríguez

Em Abril do ano passado se celebrou em Barcelona o I Congresso Espanhol de PNL organizado pela Associação Espanhola de PNL. Foi um grande evento devido a uma numerosa assistência de público, à qualidade das exposições e a um encerramento inesquecível: a intervenção do Robert Dilts, máximo referente da PNL atual.

O fato de que um dos “grandes” da PNL de hoje seja um homem da estatura humana do Robert Dilts reforça nossa convicção de que a PNL vai bem. Ele honrou tudo que foi descoberto pela PNL anteriormente e sobre essa base foi um pouco mais à frente aglutinando todo o trabalho em torno do Ser Essencial, “isso” que permanece invariável em nós mude o que mude, “isso” que perduraria em cada um inclusive se tivéssemos outro aspecto, se tivéssemos nascido em outra família, se vivêssemos em outro lugar…

Trás muita esperança comprovar que “a excelência”, palavra muito utilizada na PNL dos primeiros tempos, encaminha seus passos para uma direção e missão com sentido do Amor, do humor, da essência e da integração.

1° Geração

Tal e como Robert Dilts nos relatou com detalhe, a Primeira Geração da PNL se desenvolveu nos anos 70 da mão de seus criadores, Bandler e Grinder, derivado do estudo e modelado de terapeutas tão brilhantes e eficazes como Milton Erickon (hipnose), Gregory Bateson (Escola de Palo Alto), Virginia Satir (Terapia Sistêmica) e Fritz Perls (Gestalt). Centrava-se fundamentalmente no indivíduo e se pressupunha uma relação terapêutica um a um. A maioria das técnicas desta primeira geração se enfocavam na solução de problemas nos níveis de comportamentos e capacidades.

2° Geração

A Segunda Geração da PNL, nos anos 80, abrange temas mais à frente do campo terapêutico e se orienta para objetivos e estratégias para consegui-los, enfatizando muito mais as relações com outros e com nós mesmos. O Modelamento e suas ferramentas começam a ser utilizadas em áreas de negociações, liderança, motivação, vendas, saúde e educação.

Suas técnicas se enfocavam em níveis mais elevados como crenças, valores e meta-programas. Suas ferramentas integram a linha do tempo, o jogo com distintas posições perceptivas e a integração de conflitos.

3° Geração

A Terceira Geração da PNL se está desenvolvendo desde meados dos 90. Suas aplicações são mais sistêmicas e se centram em níveis mais altos de aprendizagem, interação e desenvolvimento. Suas técnicas se enfocam em esclarecer os níveis mais profundos: a identidade, a visão, a missão e o espiritual. Pretende criar espaço para toda a pessoa, reconhecê-la em sua totalidade. Enfatiza a mudança do campo unificado do sistema e o aplica ao desenvolvimento de organizações, culturas, equipes e indivíduos. Incorporam-se como princípios fundamentais a auto-organização e o alinhamento de planos e níveis. “Se não nos alinharmos de uma visão além de nós mesmos as pessoas se estancam em seu ego. Formamos parte de algo mais amplo que nós mesmos”. O que necessita alguém para adquirir uma visão mais ampla, para sentir-se completamente vivo? Despertar, despertar à experiência emergente de estar vivo.

Cada nível precisa de diferentes instrumentos para se expressar e cada geração honra às outras e complementam a anterior.

Pode-se afirmar que a PNL atual não só procura explorar como pensa a inteligência cognitiva mas também como vive o que vive da inteligência emocional (como aceita, dá espaço e apadrinha essas emoções), como somatiza a inteligência corporal ou somática (se flui, bloqueia, tensas…), que repercussões tem na inteligência do campo energético, no sistema onde atuamos e tratando sempre de encontrar a “direção” em nossa Sabedoria Essencial.

Não podemos mudar o que não conhecemos. É necessário ter consciência de como dirigimos estas inteligências para poder sobreviver da melhor maneira que soubemos e é hora de aprender a sonhar melhor. É possível. Tão somente terá que ficar em progressão. Geraram-se instrumentos para trabalhar cada uma destas inteligências visto que cada uma tem sua forma particular de processar.

Uma colocação analítica não é sempre o melhor para encontrar a solução. Organiza muito os fatores mas não reorganiza nossa realidade total. Se além disso pensamos em termos somáticos, considerando o que sente o corpo e também em termos energéticos, do campo de movimento e vibração que produz algo, podemos encontrar poderosas chaves de solução ao conectar com um Tudo integrado. Um pensamento “brilhante” do ponto de vista analítico que gera uma tensão profunda de cervicais não está integrado no sistema por mais “brilhante” que aparente ser. Pode ser que não esteja alinhado com o resto de nosso Ser.

Uma presença serena, brincalhona e plena no Aqui e Agora, uns olhos brilhantes nos que te podes mergulhar como em um oceano, uma escuta ativa que não julga e potência o melhor do que fala, um sorriso que acolhe e uma risada que se contagiou em várias ocasiões a toda a sala. Se este for o fruto vivo do trabalho da PNL em ti, Robert, a PNL vai bem.

Teresa Arranz y Gustavo Bertolotto
Instituto Potencial Humano

Tradução: Sua Mente.com.br

terça-feira, 3 de março de 2009

Glossário de termos de PNL

(para área de negócios)

Acompanhamento - Método usado por comunicadores para estabelecer rapidamente o entendimento; consiste em combinar determinados aspectos de seu próprio comportamento com os da pessoa com quem estão se comunicando - ou seja, trata-se de combinar ou espelhar comportamento.

Acuidade sensorial - O processo de aprender a fazer distinções mais precisas e úteis, em meio à quantidade de informação sensorial que recebemos do mundo exterior.

Alinhar - Arrumar os elementos a serem alinhados de modo que todos eles estejam em paralelo e, portanto, caminhem na mesma direção.

Ambiente- O contexto externo no qual se dá o nosso comportamento. Nosso ambiente é aquele que percebemos como estando "fora" de nós mesmos. Não é parte de nosso comportamento; é mais alguma coisa à qual devemos reagir.

Ambigüidade - O uso de uma linguagem vaga ou ambígua. A linguagem ambígua é também abstrata, em oposição à linguagem específica.

Analógico - Apresenta nuances de significado, ao contrário de digital, cujo significado é mais definido (sim/não, ligado/desligado). É como um relógio analógico, que tem ponteiros para marcar as horas e os minutos.

Âncora - Qualquer estímulo que esteja associado a uma resposta específica. As âncoras ocorrem naturalmente, mas também podem ser estabelecidas de forma intencional. Por exemplo, soar uma campainha para chamar a atenção de pessoas - ou, mais sutilmente, ficar de pé em um determinado ponto, enquanto responde a perguntas.

Ancorar - O processo de associar uma resposta interna a um estímulo externo (como no condicionamento clássico), de modo que a resposta possa ser rapidamente reacessada (às vezes isso ocorre de forma dissimulada). A ancoragem pode ser visual (com gestos específicos das mãos), auditiva (pelo uso de palavras e tom de voz específicos) e cinestésica (tocar o braço ou pousar a mão no ombro de alguém). Critérios para a ancoragem:
* Intensidade ou pureza da experiência;
* Noção de tempo - no ponto máximo da experiência;
* Precisão na reprodução da âncora.

Antecipar o futuro - O processo de fazer o "ensaio mental" de alguma situação futura, de modo a procurar garantir a ocorrência natural e automática do comportamento desejado.

Associação - Como em uma lembrança, olhar através dos próprios olhos, ouvir o que já ouviu e sentir os sentimentos como se realmente estivesse vivendo a situação. Essa condição é denominada de estado associado.

Atitude - Um conjunto de valores e crenças a respeito de determinado assunto. Nossas atitudes são escolhas que fizemos.

Auditivo - Relativo à audição ou ao sentido da audição.

Calibragem - O processo de aprender a traduzir as respostas inconscientes e não-verbais de outra pessoa durante uma interação, pela combinação dos sinais de comportamento observados com uma resposta interna específica.

Cinestésico - Relativo às sensações do corpo. Na PNL, o termo cinestésico engloba todos os tipos de sentimento, inclusive os tateis, viscerais e emocionais.

Coerência - É quando todas as crenças internas, as estratégias e o comportamento de uma pessoa estão inteiramente equilibrados e orientados no sentido de assegurar um determinado resultado desejado. As palavras, a voz e a linguagem do corpo transmitem a mesma mensagem.

Comportamento - As ações e reações físicas específicas através das quais interagimos com as pessoas e com o ambiente à nossa volta.

Condições para boa formação - O conjunto de condições que determinada situação deve satisfazer, de modo a produzir um resultado eficaz.

Conduzir - Modificar nosso próprio comportamento e promover rapport suficiente para que a outra pessoa siga o exemplo.

Contexto - A moldura que envolve um determinado evento. Essa moldura normalmente determinará a maneira de se interpretar uma determinada experiência ou evento.

Crenças - Generalizações firmemente arraigadas a respeito de:
(1) causa,
(2) significado e
(3) limites em relação:
* ao mundo à nossa volta;
* ao nosso comportamento;
* às nossas capacidades e
* à nossa identidade.
As crenças funcionam em um nível distinto do da realidade concreta, e servem para orientar e interpretar nossas percepções da realidade, em geral relacionando-as aos nossos sistemas de critérios ou valores. As crenças são notoriamente difíceis de serem mudadas através das regras típicas da lógica ou do pensamento racional.

Critérios - São os valores ou padrões que uma pessoa utiliza para tomar decisões e estabelecer julgamentos acerca do mundo. Um único critério é composto de vários elementos, conscientes e subconscientes. A pergunta a ser feita é: "O que é importante em relação a ...?"

Desafio relevante - Perguntar como uma determinada afirmação ou comportamento está ajudando a atingir um resultado definido em comum acordo.

Descrição baseada nos sentidos - Informação que pode ser observada e verificada diretamente pelos sentidos. É a diferença entre "os lábios estão esticados, algumas partes de seus dentes aparecem e os cantos de sua boca estão mais altos que a linha principal da boca" e "Ela está feliz" (que é uma interpretação).

Diferenciar - Adotar comportamento diferente em relação à outra pessoa e romper o rapport com o propósito de redirecionar, interromper ou encerrar uma reunião ou uma conversa.

Digital - Que tem significado bem definido (ligado/desligado), em oposição a analógico, que possui sutilezas de sentido.

Dissociação - Como em uma lembrança, estar de fora e olhar para o próprio corpo em um retrato. Com isso a pessoa não revive os sentimentos que teria se estivesse vivendo aquela situação específica.

Distorção - Um dos três princípios da modelagem humana; o processo pelo qual as relações que ocorrem entre as partes do modelo são representadas diferentemente das relações que deveriam representar.

Down-time - Ter todos os canais sensoriais voltados para dentro.

Ecologia - O estudo dos efeitos das ações individuais sobre o sistema maior.

Eliciar - O ato de descobrir e detectar determinados processos internos.

Espaço do problema - O espaço do problema é definido por elementos físicos e não-físicos que criam um problema ou contribuem para isso. As soluções surgem de um "espaço de soluções", rico em recursos e alternativas. Um espaço de soluções precisa ser mais amplo que o espaço do problema, para que possa produzir uma solução adequada.

Espelhamento - Copiar parte do comportamento de outra pessoa.

Estado - O conjunto das condições físicas e mentais a partir das quais uma pessoa age. O estado em que estamos afeta nossa capacidade e nossa interpretação das experiências que vivemos.

Estado de recursos - A experiência neurológica e fisiológica global de uma pessoa que se sente cheia de recursos.

Estratégia - Um conjunto de passos mentais e comportamentais explícitos, utilizado para atingir um resultado específico.

Estrutura de referência - A soma de todas as referências que compõem a história de vida de uma pessoa. Designa também a representação integral da qual derivam outras representações, dentro de alguns sistemas. Por exemplo: a estrutura profunda serve como estrutura de referência para a estrutura superficial.

Estrutura profunda - Os mapas sensoriais (conscientes e subconscientes) que as pessoas utilizam para organizar e guiar seu comportamento.

Estrutura superficial - As palavras ou a linguagem utilizadas para descrever ou simbolizar as verdadeiras representações sensoriais primárias armazenadas no cérebro.

Filtros perceptivos - As ideias, experiências, crenças e linguagem únicas que dão forma ao nosso modelo do mundo.

Fisiologia - Relativa à parte física de uma pessoa.

Flexibilidade de comportamento - A habilidade de variar o próprio comportamento, de modo a induzir, ou garantir, uma resposta por parte de outra pessoa. A flexibilidade de comportamento diz respeito também ao desenvolvimento de uma vasta gama de respostas a um dado estímulo, em oposição às respostas habituais - e consequentemente limitadas - que inibem o desempenho potencial.

Generalização - Um dos três princípios da modelagem humana; o processo pelo qual uma experiência específica passa a representar toda a categoria de experiências a que pertence.

Gustativo - Relativo ao sabor ou ao sentido do paladar.

Hierarquia - Método de organizar coisas ou ideias, em que as ideias mais importantes são classificadas com base em sua relevância.

Identidade - Nosso sentimento acerca de quem somos. Nosso senso de identidade organiza nossas crenças, capacidades e comportamentos em um sistema único.

Igualar - Adotar parcialmente o comportamento de outra pessoa, com o propósito de ampliar o rapport.

Incoerência - O estado de ter reservas, de não estar totalmente comprometido com um resultado; o conflito interno será expresso no comportamento da pessoa.

Intenção - O propósito ou resultado desejado de cada comportamento.

Linha do tempo - A forma como armazenamos imagens, sons e sentimentos de nosso passado, presente e futuro.

Mapa da realidade (modelo do mundo) - A representação única que cada pessoa tem do mundo, construída a partir de suas percepções e experiências individuais.

Marcação analógica - Usar o tom de voz, a linguagem corporal, gestos etc., para acentuar uma palavra-chave em uma frase, ou uma parte especial de uma apresentação.

Marcação tonal - Usar a voz para acentuar determinadas palavras mais significativas.

Meta - Vem do grego; significa estar acima de.

Metamodelo - Um modelo desenvolvido por John Grinder e Richard Bandler, que identifica determinadas classes de padrões de linguagem que podem ser problemáticas ou ambíguas. Baseado na gramática transformacional, o metamodelo identifica distorções, omissões e generalizações comuns, que obscurecem a estrutura profunda e/ou o significado original. O modelo contém perguntas esclarecedoras, que restauram o sentido original da mensagem. O metamodelo reconstitui a conexão da linguagem com as experiências, e pode ser utilizado para reunir informações, esclarecer significados, identificar limitações e ampliar as opções de escolha.

Metáfora - O processo de pensar sobre uma situação ou fenômeno como se fosse outra coisa - ou seja, através de histórias parábolas e analogias.

Metaprograma - Um nível de programação mental que determina como selecionamos, orientamos e dimensionamos nossas experiências. Nossos metaprogramas são mais abstratos que nossas estratégias específicas de pensamento - e definem nossa abordagem genérica em relação a uma questão específica, não os detalhes de nosso processo mental.

Modelagem - O processo de observar e mapear o comportamento bem-sucedido de outras pessoas. Isso envolve traçar o perfil de comportamentos/fisiologia, crenças e valores, estados internos e estratégias.

Modelo do mundo - A forma de uma pessoa representar, internamente, as condições do mundo.

Modelo Milton - O inverso do metamodelo. Utilizar padrões de linguagem intencionalmente vaga para acompanhar a experiência de outra pessoa e ter acesso a recursos inconscientes. Baseado na linguagem usada pelo Dr. Milton H. Erickson.

Moldura - Significa definir um contexto ou forma de perceber uma determinada situação: moldura de resultado, moldura do caminho de volta etc.

Moldura "como se..." - Imaginar que um determinado evento já aconteceu. Pensar em algo "como se" já tivesse ocorrido estimula a criatividade na solução de problemas, pois a pessoa transpõe mentalmente os aparentes obstáculos e chega às soluções desejadas. A pergunta é: "Como seria se eu pudesse...?"

Não-verbal - Sem palavras. Refere-se, em geral, à parte analógica de nosso comportamento externo.

Níveis lógicos - Uma hierarquia interna na qual cada nível é, progressivamente, mais psicologicamente impactante e envolvente. Em ordem de importância, do mais alto ao mais baixo, esses níveis são:
(1) espiritual;
(2) identidade;
(3) crenças e valores;
(4) capacidades;
(5) comportamento e
(6) ambiente.

Olfativo - Relativo ao cheiro ou ao sentido do olfato.

Omissão - Um dos três princípios da modelagem humana; o processo através do qual parcelas selecionadas do mundo são excluídas da representação criada pela pessoa que copia. Dentro dos sistemas de linguagem, a omissão é um processo de transformação através do qual partes da estrutura profunda são removidas - e, conseqüentemente, não aparecem na representação da estrutura superficial.

Padrão Swish! - Um processo gerador de submodalidades que programa o cérebro para funcionar em uma direção diferente. É muito eficaz para transformar hábitos ou comportamentos indesejáveis em opções mais construtivas.

Papéis - Uma forma metafórica de falar sobre programas independentes e estratégias ou comportamento. Os programas, ou "papéis", servem para desenvolver uma imagem que se transforma em uma característica que identifica a pessoa.

Pistas de acesso - Comportamentos sutis que indicam o sistema de representação que a pessoa está usando. Algumas pistas de acesso típicas são o movimento dos olhos, o tom e o ritmo da voz, a postura corporal, os gestos e os padrões de respiração.

Pistas de movimento dos olhos - Movimentos dos olhos em determinadas direções, que indicam pensamento visual, auditivo ou cinestésico.

Posição perceptiva - Uma perspectiva ou um ponto de vista específico. Na PNL é possível perceber uma determinada experiência través de uma das três posições básicas que se seguem. A primeira posição envolve viver determinada experiência com nossa própria visão, associada ao ponto de vista de alguém na primeira pessoa. A segunda posição significa estar na experiência como se estivéssemos na pele de outra pessoa. A terceira posição envolve se afastar e perceber a relação entre nós mesmos e os outros, a partir de uma perspectiva dissociada.

Predicados - Palavras baseadas nos sentidos, que indicam o uso de um determinado sistema de representação.

Pressuposto - Uma tese básica, implícita, necessária para que uma determinada representação faça sentido. No âmbito dos sistemas de linguagem, uma afirmação que precisa ser verdadeira para que uma outra afirmação tenha sentido.

Processo e conteúdo - O conteúdo é aquilo que é realizado, enquanto o processo é como aquilo é realizado. O que você diz é conteúdo; como você diz é processo.

Qualidade da voz - O segundo canal mais importante de comunicação e influência. Pesquisas sugerem que representa 38% do impacto total da comunicação.

Rapport - O estabelecimento de confiança, harmonia e cooperação em um relacionamento.

Recursos - Qualquer meio que possa levar a atingir um resultado: fisiologia, estados, pensamento, estratégias, experiências, pessoas, eventos ou bens materiais.

Refazer (do fim para o início) - Rever ou resumir uma situação, utilizando as palavras-chave e o tom de voz de outra pessoa. Em apresentações: um resumo muito preciso, com as mesmas palavras-chave e os mesmos tons de voz usados originalmente.

Representação Interna - Padrões de informação que criamos e armazenamos em nossa mente através de combinações de imagens, sons, sentimentos, odores e sabores. A forma como armazenamos e codificamos nossas lembranças.

Ressignificação - Mudar a moldura referencial de um afirmação, para lhe conferir novo significado.

Resposta ao estímulo - Uma associação entre uma experiência e a reação subsequente; o processo de aprendizagem natural demonstrado por Ivan P. Pavlov, em que ele estabeleceu uma relação entre o toque de uma campainha e o ato de secretar saliva, em cães.

Resultados finais - Metas ou estados desejados, que uma pessoa ou organização aspira a atingir.

Segmentar - Organizar ou dividir alguma experiência em partes maiores ou menores. Segmentar para cima envolve a mudança para um nível mais amplo e mais abstrato de informação. Segmentar para baixo significa atuar em um nível de informação mais específico e concreto. Segmentar lateralmente significa encontrar outros exemplos no mesmo nível de informação.

Segunda posição - Ver o mundo a partir do ponto de vista de outra pessoa e, assim, entender a realidade dela.

Sort - Um termo de computação que significa reorganizar a informação e/ou filtrá-la durante o processo de reorganização.

Sistema condutor - O sistema de representação perfeito (visual, auditivo, cinestésico) que encontra as informações necessárias para alimentar o estado consciente.

Sistema perfeito - O sistema de representação que um indivíduo utiliza com maior freqüência, para pensar conscientemente e organizar sua experiência.

Sistemas de representação - Os cinco sentidos: visão, audição, tato (sensação), olfato e paladar.

Sistêmico - Relativo sistemas e à observação dos relacionamentos e conseqüências ao longo do tempo e do espaço, em lugar da relação linear de causa e efeito.

Submodalidades - As qualidades sensoriais especiais percebidas por cada um dos sentidos. Por exemplo: as submodalidades visuais são cor, forma, movimento, brilho, profundidade etc.; as auditivas são volume, tom, ritmo etc.; e as cinestésicas são pressão, temperatura, textura, localização e outras.

Terceira posição - Observar a si mesmo e aos outros.

TOTS - Desenvolvido por Miller, Galanter e Pribram, o termo indica a sequencia Teste-Operação-Teste-Saída, que descreve a curva básica de feedback usada para orientar todo tipo de comportamento.

Transe - Um estado alterado de consciência, com o foco de atenção voltado para dentro com poucos estímulos.

Uptime - Estado em que a atenção e os sentidos estão voltados para fora.

Valores - As coisas que são importantes para nós e que movem nossas atitudes.

Visual - Relativo à visão ou ao sentido da visão.

Visualização - O processo de ver imagens com a mente.

Do livro: Neurolingüística nos Negócios - Técnicas de PNL para desenvolver suas habilidades
David Molden - Editora Campus

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Níveis Neurológicos


Há uma hierarquia natural de classificação, (ou níveis diferentes), para as nossas estruturas mentais de aprendizagem, mudança, linguagem e sistemas perceptuais. A função de cada nível é organizar e controlar a informação do nível imediatamente abaixo. Portanto, uma mudança em um nível mais alto necessariamente acarretará mudanças nos níveis mais baixos. O nível de baixo pode, mas não necessariamente, efetuar mudanças nos níveis acima.

Espiritual - Está relacionado com a experiência de pertencer a um sistema que vai além de nós como indivíduos e inclui a nossa família, comunidade e sistemas globais (transmissão). Responde à pergunta QUEM MAIS?

Identidade - Determina o propósito maior (missão) e molda crenças e valores por meio da noção de si. Responde à pergunta QUEM?

Crenças e Valores - Dão reforço (motivação e permissão) que apoiam ou bloqueiam as capacidades. Responde à pergunta POR QUÊ?

Capacidades - São nossos mapas e planos mentais ou estratégias que conduzem e dão direcão aos nossos comportamentos através dos mapas mentais. Responde à pergunta COMO?

Comportamentos - São as ações e reações específicas realizadas no ambiente. Responde à pergunta O QUE?

Ambiente - Envolve as condições externas nas quais os nossos comportamentos acontecem. Responde às perguntas QUANDO? e ONDE?

Técnica Alinhamento dos Níveis Neurológicos

Comece ficando de pé em um lugar onde possa dar cinco (5) passos para trás.

Pense em uma situação difícil em que você gostaria de ter mais escolhas, em que suspeita que não está usando todos os seus recursos, em que você não seja totalmente "você".

Comece pelo AMBIENTE onde você tipicamente experimenta o problema.
Descreva o ambiente.Onde está?Quem está a sua volta?
O que você nota especialmente sobre o ambiente?

Dê um passo para trás. Agora, você está no nível de COMPORTAMENTO.
O que está fazendo?
Pense em seus movimentos, ações e pensamentos. Como seu comportamento se encaixa no ambiente?

Dê mais um passo para trás. Agora você está no nível de CAPACIDADE.
Pense em suas habilidades. Nessa situação, você está apenas expressando uma fracção delas.
Que habilidades tem em sua vida?
Quais as suas estratégias mentais?
Qual é a qualidade de seu raciocínio?
Que habilidades de comunicação e relacionais tem?
Que qualidades tem que lhe servem bem?
O que você faz bem em qualquer contexto?

Dê mais um passo para trás. Reflita sobre suas CRENÇAS E VALORES.
O que é importante para você?
O que acha que vale a pena no que faz?
Que crenças potencializadoras tem a seu próprio respeito?
Que crenças potencializadoras tem sobre os outros?
Que princípios toma como base de suas ações?
Você não é o que faz nem mesmo o que acredita.

Dê mais um passo para trás e pense a respeito de suas personalidade e IDENTIDADE singulares.
Qual sua missão na vida?
Que tipo de pessoa você é?
Obtenha um senso de si mesmo e daquilo que quer realizar no mundo.
Tente expressar isso com uma metáfora - que símbolo ou ideia vem à mente que parece expressar sua identidade como pessoa?

Dê um último passo para trás. Entre no nível ESPIRITUAL/SISTEMA MAIOR.
Pense em como você está conectado a todos os outros seres vivos e tudo que acredita estar além da sua vida.
Tome o tempo que for necessário para obter um sentido do que isso significa para você.
No mínimo, isso diz respeito a como você, como pessoa singular, se conecta a outras.
Que metáfora melhor expressaria esse sentimento?

Leve esse sentimento de conexão com você enquanto entra em seu nível de IDENTIDADE. Observe a diferença que isso faz.

Agora, pegue esse sentimento intensificado de quem você é e de quem poderá ser, com a metáfora que o expressa, e dê um passo à frente para o nível de suas CRENÇAS E VALORES.
Mantenha essa fisiologia do nível de identidade enquanto faz isso.
O que é importante agora?
Em que acredita agora?
O que quer que seja importante?
Em que deseja acreditar?
Quais crenças e valores expressam sua identidade?

Pegue esse novo senso de suas crenças e valores e dê um passo para a frente para o nível de CAPACIDADE, mantendo a fisiologia anterior do nível de crenças e valores.
Como suas habilidades estão transformadas e intensificadas com esta maior profundidade?
Como pode usar suas habilidades da melhor maneira possível?

Mantenha a fisiologia do nível de capacidade e dê um passo à frente para o nível de COMPORTAMENTO.
Como poderá agir para expressar o alinhamento que sente?

Finalmente, dê um passo à frente para seu real AMBIENTE atual.
De que forma é diferente quando traz esses níveis de você mesmo para ele?

Observe como se sente a respeito de onde está com essas maiores profundidade e clareza de seus valores, de seu propósito e senso de conexão.

Saiba que se fosse trazer tudo isso para a situação do problema, ela mudaria.

Publicado em Grupo de PNL Lisboa

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Mais Você

Tem matéria sobre PNL no programa da Ana Maria Braga hoje.

UPDATE: Veja a matéria aqui.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Indicação de livros de Hipnose e Auto Hipnose

A psicobiologia da  cura mente corpoA Psicobiologia da Cura Mente-Corpo Ernest Lawrence Rossi - Psy II - The psychobiology of mind-body healing
Um extraordinário e envolvente tesouro acadêmico. Um dos mais brilhantes cientistas e terapeutas de nosso tempo, Rossi apresenta um esquema para a cura que abarca os mais recentes avanços em neurobiologia, processamento de informações, medicina de energia de onda e hipnose

Atravessando: Passagens em Psicoterapia. Richard Bandler e John GrinderAtravessando: Passagens em Psicoterapia - Richard Bandler e John Grinder
Este livro estabelece a correlação entre a programação neurolingüística e a estrutura da hipinóse, tranformando a "magia" dos estados alterados num grande número de princípios e técnicas específicas visando modificação de comportamento. Os autores mostram assim como utilizar tais estados na busca de uma mudança pessoal, profunda, produtividade e evolucionária

Auto Hipnose: aprendendo a caminhar pela vidaAuto Hipnose: aprendendo a caminhoar pela vida - Jorge Abia, Teresa Robles
Este livro inicia uma série de 'Manuais de Autohipnose' . A obra revela coisas que são úteis para ir aprendendo a caminhar pela vida. Pode-se começar a leitura por qualquer parte, O Objetivo dos autores é oferecer ferramentas seguras e naturais, para que o leitor possa desfrutar melhor cada momento e utilizá-las quando necessário em sua vida diária.

Em busca de soluçõesPsicoterapias e estados de transe - Livio T. Pincherle
Um livro pioneiro, reunindo temas de grande atualidade terapêutica: a terapia de vidas passadas, a hipnose, a psicologia transpessoal. Os estados de transe são o elo de ligação entre os diferentes capítulos.


Terapia não convencionalTerapia não convencional: As técnicas psiquiátricas de Milton H. Erickson - Jay Haley
Um clássico da moderna estratégia psicoterapêutica. O primeiro livro a introduzir a genealidade de Milton H. Erichson ao publico em geral e ao mundo profissional. Uma das melhores obras para compreensão do espiríto e da essencia das novas abordagens da terapia estratégica como: indivíduos, casais e famílias.



Publicado em Portal CMC

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Dicas de o que ler para iniciar o estudo de PNL

Publicado em www.antonioazevedo.com.br:

Antonio Azevedo

Muitas pessoas sabem que trabalho com PNL (Programação Neurolingüística) e me pedem para recomendar algum livro de PNL. Eu sempre respondo: “depende do que você quer saber”. Isto é uma verdade, pois as pessoas procuram coisas diferentes em livros de neurolingüística. Alguns querem receitinhas prontas de bem viver; outras querem um estudo aprofundado e filosófico do seu próprio Eu. E existem, realmente, vários níveis de estudo de PNL, desde as receitas prontas até o estudo sério.

Vou começar sugerindo alguns livros mais básicos:
-”Por trás da Consciência - Um Manual de Introdução à Programação neurolingüística” da minha colega Christina Ávila de Menezes e de Leonel Telles de Menezes. Editora Record.

- “Guia de PNL - Novas Técnicas para o desenvolvimento pessoal e profissional” - Alain Cayrol e Patrick Barrére - Editora Record.

Se você tem interesse empresarial, sugiro além destes também ler:

- “Qualidade Começa em Mim - Manual Neurolinguístico de Liderança e Comunicação” - Dr. Tom Chung - Editora Maltese.

Se o seu interesse margeia a área terapêutica e você quer ter futuramente uma visão isenta do que é a PNL, a quantidade de livros é enorme. A maioria foi publicada pela Summus. O melhor é começar a ler pelos livros clássicos de Bandler e Grinder, os criadores da PNL.

O melhor é começar com “Sapos em Príncipes” (Bandler e Grinder - Summus), um livro não necessáriamente fácil, mas que explica exatamente a maneira como começou o tronco principal da PNL, e não suas derivações. Depois partir para “Usando sua Mente” (Bandler e Grinder - Summus), que é mais auto-terapêutico; e depois passar a estudar a relação da PNL com a Hipnose, com o livro “Atravessando - Passagens em Psicoterapia” (Bandler e Grinder - Summus).

Para iniciantes que querem só aprender algo útil mas não necessáriamente se tornarem conhecedores de PNL recomendo iniciar pelo livro “Poder sem Limites”, de Anthony Robbins, editora Best-Seller. É motivador e contém um pouco de tudo. Alguns torcem o nariz pra ele, pois segue uma linha bem próxima à auto-ajuda.

Existem livretos fininhos e em linguagem bastante simples (mas ótimos para dar de presente de Natal a amigos), pertencentes à coleção de livros de Bárbara Schott, (Cultrix), chamada “PNL - Programa de Neurolingüística”. São três até o momento: “A Decisão de Percorrer Novos Caminhos”, “Mantenha a Calma” e “Sair-se Bem mesmo quando tudo vai Mal”. São livros bem simples, para novatos mesmo - e que, provavelmente, desejam permanecer novatos! :) Reconheçamos: nem todos querem aprofundar os conhecimentos na PNL como alguns o fazem. A tradução é fraca, vou logo avisando…

Se já leu estes primeiros, em qualquer ordem de início, e quiser um conhecimento mais sistemático, um pouco mais técnico, leia “Introdução ã Programação Neurolingüística”, de Joseph O’Connor e John Seymour, também da Summus Editorial. É muito bom e completo, e justificadamente está sendo utilizado como livro-texto em muitos cursos de PNL no mundo inteiro.

Alguns o acham técnico demais. Eu costumo dizer que é um livro de PNL direcionado para aprendizagem predominante pelo hemisfério esquerdo do cérebro, devido a sua estrutura didática.

Se preferir uma visão mais global e sistêmica dos conceitos da PNL, sua utilização no mundo e aplicação empresarial, leia “PNL - A Nova Tecnologia do Sucesso”, de Steve Andreas e Charles Faulkner, da editora Campus. É um livro mais conceitual, e tem partes excelentes. E costumo dizer que este mostra a PNL do ponto de vista do hemisfério direito do cérebro, jã que tem uma estrutura mais emocional.

Se preferir continuar lendo livros mais terapêuticos, leia “A Essência da Mente”, quase uma continuação do “Usando sua Mente”, só que desta vez escrito por Steve Andreas e Connirae Andreas (Summus Editorial).

Se preferir entrar ainda mais na visão empresarial, ainda tenho outras recomendações: “Guia de PNL para sua Empresa”, de Patrick Sary, editado pela Record; e também “A Estratégia do Golfinho” - Dudley Lynch e Paul Kordis - Cultrix Amana.

Já tendo uma razoável base em PNL, não pode deixar de ser lido o livro “Crenças - Caminhos para a Saúde e o Bem-Estar” de Robert Dilts, da Summus Editorial. É um clássico, não só devido ao belo texto como também por evidenciar a importância do tema das Crenças e Valores para a PNL.

Depois disso, o céu é o limite. Há livros de PNL e Vendas, PNL e Aprendizagem, PNL e Liderança, PNL e Administração, PNL e Treinamento, PNL e Auto-Cura, PNL e Coaching… Cada autor transforma a PNL em diversos “sabores”, privilegiando uma ou outra faceta ou adaptando os princípios e conceitos à sua área de especialização.

Mas basta, não vou comentar todos. A maioria dos livros de PNL é comentado no site de O Golfinho, o principal portal da PNL em língua portuguesa. Deve ser visitado no mínimo toda semana, pois sempre há novidade. Veja em http://www.golfinho.com.br .

Existe também um livro chamado “Get the Results do You Want” (Consiga os Resultados que Você Quer), de Kim Kostere e Linda Malatesta. É um livro extremamente didático, feito práticamente de roteiros de exercícios passo-a-passo. Infelizmente este livro não foi ainda publicado oficialmente mas uma tradução em português está servindo como base para o treinamento de Practitioners e Master Practitioners, aqui no Brasil. Quem faz a formação conseque adquirir uma cópia informal. Mas o livro vale a pena.

Na Internet pode-se ler e até baixar a coletânea de mais de quarenta artigos que a psicóloga Nelly Penteado publicou no Jornal Tribuna de Indaiá. O site dela é “http://www.geocities.com/nellypenteado“. Os artigos são bem interessantes.

Também, hoje em dia, há vários sites com uma profusão enorme de artigos e textos sobre PNL. Podemos citar, além do Golfinho, já citado, dentre os mais prolíficos, o http://www.possibilidades.com.br , o http://www.descubrapnl.com e o http://br.groups.yahoo.com/group/pnlbr.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Como Estabelecer e Realizar os Objetivos Desejados

Sabe-se que aquelas pessoas que têm os seus objetivos claramente definidos são as que têm mais sucesso naquilo que elas fazem.

Uma antiga lenda fala da Esfinge que ficava à beira da estrada. Cada viajante que passava tinha que parar e lhe era pedido para decifrar um enigma. Se este não fosse capaz de responder certo, seria devorado.

Do mesmo modo, cada um de nós é um viajante, deparando diariamente com problemas. São os enigmas da Esfinge, e sofremos quando deixamos de dar a resposta certa.

O viajante bem-sucedido foi sempre aquele que compreendeu a pergunta que lhe foi feita. O viajante infeliz muitas vezes encontra o seu fim, não porque o enigma lhe exceda a capacidade, mas porque não chega sequer a ouvir a pergunta. Ao deparar com a Esfinge, a sua mente é dominada pelo medo e ele se acha então incapaz de até começar a pensar.

Muitas pessoas têm sido derrotadas por seus problemas porque nunca souberam do que se tratava, e muito menos da situação onde se encontravam.

Isso sugere a primeira pergunta que se deve fazer toda vez que surge um problema: "Onde estou?"

ONDE ESTOU?

Depois de ter comido o fruto proibido e com isto franqueado ao homem o mundo dos problemas, Adão escondeu-se amedrontado. Segundo o Gênese, Deus chamou-o dizendo: "Adão, onde estás?" Os estudiosos têm considerado o porquê de Deus, que tudo sabe, ter que perguntar. A resposta por eles apresentada é que Deus sabia onde Adão estava, mas queria que ele próprio o soubesse também.

A pergunta: "Onde estou?" deve ser feita com muito cuidado. Esta pergunta simboliza uma avaliação calma e de todos os pontos de vista possíveis da situação, o mais isento possível de rótulos ou de julgamentos. Em outras palavras, significa fazer o uso de toda a sua acuidade sensorial para obter as informações sensoriais precisas e completas necessárias.

Para definir o problema de modo eficiente, será útil ter em mente o significado da palavra PROBLEMA. O professor Karl Duncker, que tem realizado consideráveis pesquisas sobre a psicologia da solução dos problemas, apresenta a sua conclusão com as seguintes palavras: "O problema surge quando o ser vivo possui um objetivo, mas não sabe como consegui-lo."

Baseado na definição de Duncker, o problema é a distância entre o lugar onde nos encontramos (Estado Atual) a aquele onde desejamos estar (Estado Desejado), quando não existe aparentemente nenhum meio de transporte à vista. Quase sempre o elemento que falta é o segundo, o Estado Desejado.

Estado atual e Estado desejado

Muitas pessoas reclamam que têm objetivos na vida, mas nunca conseguiram realizá-los. Isto porque os objetivos que querem são inespecíficos e muito generalizados, do tipo "eu quero ser rico", "quero ser feliz", "quero ficar em paz", etc.; ou são formulados em negativo como "não quero mais sofrer", "nunca mais quero me sentir assim", "não vou acabar desse jeito", etc.. Ou os seus objetivos dependem da iniciativa e controle dos outros, como "só vou ter tranquilidade se ele/ela parar de fazer isto", "eu quero que ele/ela me faça feliz", "quando ele/ela mudar, eu posso ser o que eu quero", etc.

Muitos ainda têm os seus objetivos em mente e a "intelectualização" das soluções. São verdadeiras enciclopédias ambulantes em matéria de teorias e de informações, porém, fracassam em atingir os seus resultados desejados por faltar-lhes algo muito importante chamado de AÇÃO.

Portanto, meus amigos, mãos à obra!

CONDIÇÕES DE BOA FORMULAÇÃO DE RESULTADOS DESEJADOS

As condições de uma boa formulação de resultados desejados são:

  1. Ser expresso em termos positivos.
  2. Iniciado e controlado pela própria pessoa (você).
  3. Evidências sensoriais específicas.
  4. Bem contextualizado.
  5. Que seja ecológico para a pessoa.
  6. Testável na experiência da pessoa, isto é, dentro do poder da pessoa de realizá-lo.

Pegue uma caneta ou lápis agora e procure responder a essas perguntas da melhor forma que puder:

QUESTÕES PARA ELICIAR O OBJETIVO DESEJADO

  1. Dito em termos positivos;
    1. "O que você quer, especificamente?"
    2. Se você ou alguém que você está ajudando neste exercício disser: "Não quero me sentir mal", você pergunta: "Muito bem, como é que você gostaria de se sentir?" e, se você ou outro responder "Eu vou saber quando não tremer mais", diga "OK, isso é o que você não vai fazer, e o que você VAI fazer?"

    3. Que o objetivo seja iniciado e controlado por você:
    4. Se você é do tipo que costuma dizer: "Consertem minha mulher/marido/filho!" Saiba que isto não está bem formulado, já que o desejo é de mudar algo que está fora do seu alcance. Você pode pegar este objetivo e transformá-lo em algo iniciado, sob controle seu, acrescentando uma ou duas proposições:

      "Então o que eu quero é ter respostas diferentes por parte da minha mulher ou do meu marido ou daquela pessoa".

      Se isso fizer sentido para você, já terá uma base para um objetivo bem estruturado: trabalhar a mudança do SEU comportamento para conseguir respostas melhores por parte daqueles que interessam a você.

  2. Descrição baseada em dados sensoriais:
    1. "Como você vai saber quando atingir este resultado desejado?"
    2. Imagine, vividamente, você, num futuro próximo, já realizando o seu objetivo. Faça uma descrição COMPORTAMENTAL completa, vendo como você se comporta, sua postura, sua voz, seus gestos, sua respiração, seu tônus muscular e as coisas que estaria fazendo quando já tiver alcançado o seu objetivo.

      Verifique se o seu procedimento de evidência (qualquer informação exterior) está sendo dado de forma efetiva. Um feedback apropriado sobre o momento em que atingiu a mudança desejada. Exemplo: Se o objetivo é chegar a ser um professor eficiente, e a sua evidência é de se sentir bem no final do dia, você precisará de algum OUTRO tipo de evidência. Pois é ótimo se sentir bem no final do dia, mas isso não se relaciona automaticamente com o fato de ser um bom professor. Se deseja ser um profissional eficiente e se a evidência é a de que outros DIGAM que você é bom (apenas verbalmente) você estará usando uma evidência que pode ser enganadora.

      - "Mostre-me como você seria se tivesse confiança em si mesmo. O que os outros iriam ver, ouvir ou sentir quando você conseguisse esse objetivo?"

      Descrição sensorial dos seus comportamentos, fazendo com que você se concentre na sua auto-imagem como se estivesse sendo visto por outra pessoa.

      - "Quando você tiver alcançado o resultado desejado, o que você estará fazendo e como estará se comportando?" É para você descrever sensorialmente as experiências exteriores que você imagina que estará fazendo, agindo, os seus movimentos, comportamentos, tensão muscular, quando tiver realizado o seu objetivo.

      - "Quando você atingir o resultado desejado, que tipos de sensações você irá sentir?"

      Isto faz com que você se concentre nas suas sensações interiores.

      - "Quando você atingir o resultado desejado, que tipos de pensamentos você estará tendo com você mesmo?"

      Isto focaliza a sua atenção no seu Diálogo Interno.

  3. Tamanho apropriado do objetivo:
  4. Observei uma vez, na empresa onde sou sócio, que os operários perdiam, aparentemente, muito tempo em várias caminhadas por dia até os depósitos de materiais para retirar peças. Parecia mais lógico trazer as caixas mais perto das máquinas. Isto foi feito, e pouco tempo depois os supervisores ficaram perplexos com o resultado. A produção caiu bruscamente, apesar da economia em tempo e movimento.

    A explicação era simples. Ver a grande quantidade de matéria-prima sugeria aos funcionários o infindável trabalho que teriam que fazer. "Parece que nunca se consegue terminar nada." Era a forma de alguns deles descreverem o seu motivo para a demissão. Não há percepção de progresso porque não há um objetivo definido e realizável que a pessoa possa usar como ponto de referência para assinalar o terreno que já se caminhou entre o Estado Atual e o Estado Desejado.

    Hoje, a maioria dos psicólogos industriais aconselha a gerência a fazer todo o possível para quebrar em unidades visíveis e atingíveis o fluxo de trabalho. Então, à medida que as peças ficam prontas, vão para caixas ou bandejas de 10, de 100 ou de 200 unidades, o número que for mais conveniente. Resulta daí a sensação contínua de "missão cumprida" e disposição renovada para outro esforço em direção a novo objetivo específico.

    O mesmo acontece conosco. Se o objetivo é inespecífico, grande ou global, pergunte a si mesmo sobre uma parte específica do que deseja, em pequenos sub-objetivos visíveis e realizáveis. Certifique-se de que as informações aqui criadas sejam informações sensorialmente descritas e não julgamentos:

    - "Com quem eu quero experimentar este resultado?"

    - "Onde, especificamente, eu quero experimentar este resultado em primeiro lugar?"

    - "Quando eu quero experimentar este resultado?"

    - "Em que situação específica eu não quero este resultado?"

  5. Ecologia:

    - "De que maneira este resultado afetará a sua vida?"

    - "De que forma este objetivo poderia trazer problemas para você?"

    - "De que maneira este objetivo poderá afetar as pessoas importantes de sua vida?"

    - "Você poderia machucar alguém ao atingir o que você está pedindo?"

  6. Limitações:

    - "O que impede você de atingir o objetivo desejado?"

    Faça uma lista de obstáculos que estão impedindo você de realizar o seu objetivo. Separe os obstáculos dependentes de terceiros e pegue cada um dos obstáculos pessoais (crenças ou auto-conceitos limitantes) e trabalhe cada um deles com a Técnica do Aprendizado Dinâmico.

  7. Recursos disponíveis:
  8. - "Que capacidades ou habilidades você já tem para atingir o resultado desejado?"

    Pegue cada recurso que puder se lembrar e utilize a seqüência de Ancoragem para resgatar as sensações desses recursos desejados.

  9. Alternativas:
  10. - "Como você vai chegar até lá?" (Descreva quatro ou cinco passos importantes que você vai fazer para alcançar o seu resultado desejado. Responda da melhor forma que puder, e se não souber, FAÇA DE CONTA que sabe e descreva.)

    - "Você tem mais de uma maneira de atingir o objetivo?"

    - "De que outra maneira você pode atingir o seu objetivo?" Quanto mais alternativas melhor.

    - "Os quatro ou cinco passos estão bem especificados e são possíveis de serem atingidos?" Segmentar processos torna mais fácil atingi-los.

CRIE SEU DIA IDEAL:

Releia agora as respostas anotadas por você e imagine agora um dia ideal para você, quando este objetivo já estiver alcançado e as coisas estejam acontecendo dentro das suas expectativas. Veja-se a si mesmo, dentro dessa experiência imaginária, observando os seus comportamentos, a sua forma de falar, suas atitudes, e as suas sensações à medida que as cenas imaginárias vão se desenrolando na sua mente, cenas de cores vívidas, nítidas, brilhantes. Observe também quais diferenças existem em relação ao como você é hoje. Não pare até que consiga uma experiência imaginária desse seu dia ideal de manhã até a hora de ir para cama, com todos os melhores acontecimentos possíveis desse seu objetivo, como se você já o tivesse realizado. Faça de uma forma que realmente o motive para isso.

Ajudar a si próprio e aos que estão ao seu redor, os seus próximos mais próximos, a identificar objetivos positivos contribui para criar estados emocionais mais eficazes para realizar estes objetivos. Ajudar o seu parceiro ou sua parceira ou filhos ou amigos a construir objetivos através desses passos estratégicos, é um presente inestimável que você proporciona a eles em termos de sucessos futuros.

"A imaginação é de longe muito mais importante que o conhecimento."
Albert Einstein

MEIOS E FINS

Somente quando mantidos na mente os objetivos finais, podem os meios serem adequados. Um carpinteiro não pode escolher as ferramentas que necessita antes de saber o que deseja construir. Muitas pessoas seguem tropeçando num frenesi de atividades improdutivas porque não são capazes de diferenciar os meios dos fins.

A seguir descrevo um caso em que fui testemunha numa firma onde participei de uma transação comercial. A diretoria acabara de decidir a compra de um galpão industrial, mas tinha já adquirido um terreno anteriormente com a intenção de nele se construir um prédio. Portanto agora queria vender este terreno se aparecesse um comprador.

"Quem possui a escritura desse terreno?" perguntou um dos membros da diretoria, um professor universitário notável. Em resposta a sua pergunta, tornou-se claro que haviam perdido a escritura.

"Não se preocupem com isso," disse outro membro da diretoria, que era advogado, "podemos conseguir uma cópia no cartório por mil cruzeiros."

Muito bem," disse o professor, "proponho que arranjemos um cofre no banco para guardar nossos documentos." Sua moção foi aprovada por unaminidade. "Proponho, a seguir, que o nosso advogado seja autorizado a gastar os mil cruzeiros para conseguir uma cópia da escritura do terreno e que esta seja colocada no cofre do banco."

"Isto não é necessário", disse o advogado. "Quando tivermos um comprador podemos arranjar uma cópia da escritura. Para que nos incomodarmos agora?"

Se não tivermos uma cópia da escritura, o que colocaremos no cofre do banco", disse o professor com lógica triunfante.

"Proponho", disse o advogado, "que coloquemos os mil cruzeiros no banco.

Uma confusão como essa, onde os meios se tornam os fins, às vezes pode parecer sem importância. Porém, o que se tem observado é que a mesma coisa acontece em escala muito maior, entre nações, por exemplo.

Os tolos sempre ficam perdidos entre meios e fins. Um policial irlandês conta a história de um viajante que foi abordado na estrada por um desconhecido que lhe disse: "A bolsa ou a vida!" O viajante respondeu: "Fique com a minha vida. Preciso do dinheiro para quando for velho."

Do livro: Magia da Mente em Ação Livro Esgotado
Dr. Tom Chung

Double Tree Editora