quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Para reconhecer mentiras
Como podemos perceber se estamos sendo enganados? Existem sinais claros que indicam uma mentira, algo que possa ser comparado à tão conhecida metáfora ao nariz do Pinóquio que se tornava cada vez maior quando ele ocultava a verdade? Infelizmente não. Durante muito tempo as pessoas acreditaram que podiam identificar um mentiroso por comportamentos ou sinais corporais – como coçar a cabeça com frequência; movimentar-se de forma agitada ou ficar com as faces coradas. No entanto, um grupo de pesquisadores coordenado pela psicóloga Bella M. DePaulo, da Universidade da Califórnia, em Santa Barbara, Estados Unidos, garante que normalmente não é isso que acontece. Em 2003 ela já havia reunido e analisado resultados de 120 estudos sobre os sintomas físicos que acompanham mentiras. Conclusão: os estereótipos raramente são verdadeiros; em geral, mentirosos não escorregam nervosos na cadeira, nem evitam o contato visual de seu interlocutor.
Na verdade, para a maioria das pessoas é realmente muito difícil discernir se uma declaração é verdadeira ou falsa. Foi a essa conclusão a que chegaram Bella e seu colega Charles F. Bond, da Universidade Cristã do Texas, em 2006, em, outro estudo sobre o tema. Para tanto, os dois pesquisadores resumiram os resultados de 206 estudos sobre a cota de acertos em julgamentos sobre credibilidade. No total, apenas 54 desses julgamentos sobre a veracidade ou não de uma declaração estavam corretos, um valor estatisticamente pouco significativo – que talvez pudesse ter sido atingido também por meio de pura adivinhação. Mas convém levar em conta que, na média, os sujeitos reconheceram mais frequentemente afirmações verdadeiras do que mentiras. No entanto, há estratégias com as quais as enganações podem ser descobertas com alguma margem de segurança.
Tomando por base os estudos levantados por Bond e Bella, pesquisadores da mesma equipe compararam diversos canais sensoriais. Ao analisar os resultados dos exames, os estudiosos chegaram à conclusão de que sinais acústicos ajudam mais a reconhecer engodos que visuais: nos experimentos, os sujeitos podiam diferenciar de forma mais nítida as mentiras quando ouviam a declaração duvidosa com atenção, em vez de observar o falante, à procura de sinais reveladores.
Se os participantes assistiam a um vídeo sem som, a cota de acertos eram apenas aqueles 50%, obtidos também por adivinhação. Mas se durante a exibição das imagens eram apresentadas as vozes correspondentes, a cota de acerto de seus julgamentos aumentava para 54%. Mais uma vez, nada assombroso, mas de qualquer forma, havia uma alteração estatística. O que de fato surpreendeu os pesquisadores foi que o resultado não foi pior quando somente o som foi apresentado sem imagem. Ou seja: quem se concentra apenas no comportamento não verbal do outro reduz suas chances de desmascarar um mentiroso. Aparentemente, nossos olhos se deixam enganar mais facilmente e, no final das contas, contribuem pouco para a descoberta de afirmações falsas.
Por isso, vale a pena prestar atenção principalmente no que uma pessoa diz, ficando alerta, por exemplo, para possíveis contradições. Especialistas afirmam que os mentirosos contumazes são, em geral, pouco plausíveis e lógicos. Além disso, raramente admitem que tenham de corrigir sua descrição ou que não consigam se lembrar de algo – para “encobrir os brancos da memória” eles simplesmente inventam informações. Se a pessoa ainda parece nervosa e fala em tom mais alto do que o de costume, então devemos ter cuidado: ela tem grandes possibilidades de estar mentido. Os estudos avaliados por Bond e Bella também revelaram que vários participantes conseguiram reconhecer as declarações falsas de forma mais clara quando o mentiroso foi pego de surpresa e não teve tempo de planejar o que diria. Por isso, cobrar explicações imediatas pode desmascarar um potencial discípulo do Barão de Münchhausen.
Na opinião do psicólogo Aldert Vrij, pesquisador da Universidade Britânica de Portsmouth, uma boa estratégia é fazer a pessoa da qual desconfiamos que esteja mentindo falar o máximo possível. Nesse momento ela precisa pensar rapidamente e corre o risco de contradizer-se. E quanto mais ela falar, mais difícil será para ela controlar tanto o conteúdo do que diz quanto o próprio comportamento. Portanto, pedir para que repita trechos do que foi dito também costuma ser eficaz para detectar brechas nos discursos. “Essa técnica de interrogatório, muito conhecida de romances e filmes policiais, revela-se, de fato, sensata”, observa Vrij.
No entanto, os defensores da lei não são fundamentalmente melhores em detectar mentirosos. Juízes e psiquiatras, aos quais é comum atribuirmos, intuitivamente, uma capacidade de detecção de mentiras acima da média, tampouco obtiveram melhores cotas de acerto nos testes, segundo Bond e Bella. Da mesma forma, não há diferença entre homens
e mulheres, descobriu o psicólogo Mike Aamodt da Universidade Radford, estado da Virgínia, Estados Unidos, ao realizar outra análise, em 2006. Além disso, a idade e o grau de instrução de uma pessoa pouco influenciam sua capacidade como detector humano de mentiras.
VANTAGEM DA INSEGURANÇA
Junto com o psicólogo Patrick Müller, da Universidade de Utrecht, na Holanda, investiguei em 2008 outra hipótese, elaborada com base em pesquisas antigas: como a insegurança emocional leva as pessoas a ficar mais atentas ao outro e a prestar mais atenção ao conteúdo de suas afirmações, ela poderia ajudar a diferenciar mentiras e verdades. Com a ajuda de um questionário, inicialmente registramos o grau de insegurança emocional individual de 600 voluntários. Em seguida, cada um assistiu a um vídeo com oito relatos de pessoas que descreviam como tinha sido para elas enfrentar a prova para obtenção da habilitação como motorista. Mas havia um porém: apenas a metade dos relatos era verdadeira, as outras pessoas ainda não tinham carteira de habilitação nem vivido a experiência de passar pela prova.
Realmente, quanto mais inseguros emocionalmente os participantes se sentiam, melhor puderam reconhecer os falsos relatos. A fim de demonstrar que a insegurança era mesmo o motivo dessa capacidade, e não apenas um efeito colateral, realizamos um segundo experimento, no qual elevamos a insegurança artificialmente. Para isso, pedimos a uma parte dos sujeitos de nossa pesquisa que respondesse a duas questões: “Você é acometido de que emoções quando pensa em assistir televisão? Como você se sente fisicamente quando assiste à televisão?”. Essas perguntas não têm nenhuma relação com insegurança e, portanto, não poderiam influenciá-los. O verdadeiro grupo-teste foi objetivamente manipulado: “Você é acometido por quais emoções quando se sente inseguro? Como você se sente fisicamente quanto está inseguro?”. Um questionário aplicado em seguida aos participantes do experimento comprovava: depois de responder a essas duas perguntas – que evocavam determinadas emoções –, os sujeitos se sentiam, em geral, mais inseguros que os membros do grupo de controle.
Em seguida, todos os participantes assistiram a duas sequências de vídeo, nas quais as pessoas falavam sobre filmes que apreciavam muito ou que não gostaram nem um pouco. Os sujeitos do grupo manipulado – ou seja, os que estavam mais inseguros – diferenciaram melhor entre relatos verdadeiros e falsos: eles classificaram corretamente, em média, 58% dos depoimentos. Os integrantes do grupo de controle, por sua vez, tiveram uma cota de acerto de apenas 50% – mais uma vez idêntica à esperada ao acaso.
Portanto, convém evitar o excesso de confiança quando tentar desmascarar um mentiroso. Afinal, não é novidade que quem acredita já saber uma resposta procura apenas por indícios que a comprovem – independentemente de sua veracidade. E, por fim: se tiver de admitir que foi enganado por alguém, não fique muito chateado. Talvez seja um consolo saber que outras pessoas também passam por isso, como mostrou outro estudo publicado pelos psicólogos Bond e DePaulo em 2008. Segundo eles, os indivíduos pouco se diferenciam em sua habilidade de reconhecer invencionices – a maioria de nós é um verdadeiro fracasso como detector de mentira. Já a amplitude da capacidade individual de contar inverdades é maior, de forma inversamente proporcional. O espectro vai do perfeito enganador até o Pinóquio humano, no qual se percebe uma mentira mesmo a 10 metros de distância. Conclusão: para desmascarar alguém, dependemos menos de nossa própria capacidade – e quase exclusivamente da habilidade do outro de esconder a verdade.
Marc-André Reinhard é doutor em psicologia social e pesquisador da Universidade de Mannheim, na Alemanha.
Matéria publicada na revista Mente & Cérebro, edição 202 - Novembro 2009
terça-feira, 3 de novembro de 2009
A PNL e o alívio da dor crônica
Não é nenhuma surpresa que podemos aprender muito sobre o alívio da dor da própria PNL. A origem da PNL repousa parcialmente no trabalho do hipnoterapeuta Milton H. Erickson, cuja habilidade de aliviar dores foi estudado por Richard Bandler e John Grinder em um dos seus primeiros livros (1975, pp. 26-50). Já nos anos de 1850, o cirurgião inglês James Esdaile (1957) demonstrou que a hipnose podia remover a dor aguda das maiores cirurgias, muito confiável e efetiva se comparada com a anestesia química.
Existiram muitos estudos mostrando como e em que grau a dor artificialmente induzida podia ser aliviada pela hipnose, mas isso agora está bem estabelecido visto que os resultados clínicos do método de longe ultrapassaram aqueles experimentais (Hilgard e Hilgard, 1994). Colocando de uma maneira simples, é muito mas fácil parar a dor de uma pessoa prestes a ser cortada numa cirurgia real do que parar a dor que você induziu experimentalmente ao pedir para um voluntário mergulhar a mão numa água com gelo por alguns minutos.
Esse fato em si nos diz algo extremamente importante sobre o alívio da dor pela "hipnose." Ela trabalha melhor quando a pessoa realmente necessita que ela funcione. A técnica da hipnose não é uma droga que irá funcionar não obstante a atitude da pessoa. Ela é uma técnica que aproveita a atitude da pessoa. De fato, a dor, como veremos tanto nas pesquisas como nos estudos de casos, é fortemente determinada pela atitude da pessoa. Esse é o motivo pelo qual o hipnoterapista Joseph Barber (1996, pp. 20-21) recomenda que a hipnoterapia para o alívio da dor só deve ser usada quando:
1) O cliente, mais tarde, não irá tirar vantagem do estado hipnótico para se machucar (p.ex., evitando avaliação e tratamento médico necessário; obviamente, alguém com dor permanente é beneficiada ao ter as causas físicas verificadas cuidadosamente antes que você remova o seu desconforto).
2) O cliente não irá perder outros benefícios por padecer de dores (p.ex., compensação financeira advinda de ação legal; esses benefícios são muitas vezes chamados de "ganho secundário").
3) O cliente pode administrar a interação pessoal envolvida ao falar com um hipnoterapeuta.
4) O cliente está disposto a assumir a responsabilidade para iniciar o seu próprio tratamento.
A dor e a mente
A pesquisa da dor em si é intrigante porque a dor não é o fenômeno que muitas pessoas pensam que é ...ou colocando de outro modo, a dor em grande parte é o que as pessoas pensam que é. Vamos explicar...
A pele, os músculos, os ossos e os outros tecidos têm células nervosas com terminações especializadas para responder somente a estímulos fortes o suficiente para causarem danos aos tecidos. Esses terminais são chamados de nociceptores e eles se tornam mais sensíveis com estimulação continuada (diferente de muitas terminações nervosas as quais se tornam menos sensíveis pela estimulação prolongada). Tecidos danificados liberam produtos químicos como prostaglandinas, a qual torna os nociceptores mais sensíveis, e drogas, como a aspirina, inibem a produção de prostaglandina.
Quando as próprias células nervosas são danificadas, os nociceptores podem falhar repetidamente, produzindo dor de longa duração (crônica) a qual não fornece mais ao cérebro informações úteis sobre um ferimento atual ou uma situação de perigo. As mensagens dos nociceptores são passadas através das células nervosas para a espinha dorsal, onde outras células especializadas que funcionam como interruptores, decidem se as mensagens têm prioridade suficiente para serem enviadas ao cérebro. Situações de perigo mais urgentes elevam a prioridade de uma mensagem de dor; porém as dores que acompanham as experiências seguras e agradáveis podem ser classificadas como irrelevantes e nunca chegam até o cérebro.
As substâncias químicas naturais do corpo chamadas de endorfinas (liberadas durante exercícios, massagens ou outra experiência positiva como atividade sexual) desligam as dores nesses casos, e opíoides, como a morfina, imitam a ação dessas endorfinas. O que esse processo do sistema nervoso central significa é que a pessoa que está contente por outras razões pode não sentir nenhuma dor.
Esses estímulos podem nem chegar perto do cérebro! Se as mensagens passam do sistema nervoso central, elas são transmitidas para o tálamo no cérebro e de lá para o sistema límbico, onde a pessoa responde a elas emocionalmente.
Um bebe que bate a sua cabeça pode sentir uma dor extrema enquanto estiver sozinho, mas vai relaxar quando for seguro por alguém conhecido que lhe dê carinho. Tais contextos emocionais tanto intensificam ou reduzem os sinais da dor muito antes dela atingir o córtex cerebral e são registradas conscientemente. No caso do bebe sendo "confortado" depois de bater a cabeça, o estímulo da dor pode ser sentido, mas sentido num contexto em que não é considerado significante.
Uma dor que persiste ou ocorre periodicamente por mais de seis meses é chamada de dor crônica. A dor crônica parece alterar o processamento do cérebro, pois lá existe uma atividade anormal nos nociceptores do córtex somato-sensorial (área de cérebro que finalmente registra em que parte do corpo ocorreu a sensação cinestésica). Quando o cérebro é explorado usando PET (tomografia de emissão de pósitrons) essa anormalidade é clara. Estudos feitos por Pierre Rainville, Catherine Bushnell e Gary Duncan (2001) mostram que sugestões hipnóticas podem aumentar ou diminuir essa atividade anormal na dor crônica, e por essa razão alteram a experiência da dor. Outros estudos mais recentes, usando fMRI (imagem de ressonância magnética funcional) mostram que a mera expectativa da dor produz 40% da reação produzida por uma dor "real" nos receptores da dor no córtex cerebral (Porro et alia 2002). Os pesquisadores Dennis Turk e Akiko Okifuji explicaram os resultados de diversos estudos mostrando que "em dor crônica, ansiedade relacionada a dor e medo podem realmente acentuar a experiência da dor... Quando pessoas com sintomas de dor são expostas a situações de temor (p.ex., subindo as escadas de um avião), alguns experimentavam uma grande quantidade de reações de fuga... Pacientes com medo parecem prestar mais atenção a sinais de ameaça e a serem menos capazes de ignorar informações relacionadas a dor." (Turk e Okifuji, 2002, pp. 679-680).
Em resumo, a "dor" como nós a conhecemos é basicamente um resultado do nosso pensamento sobre ela. Milton Erickson diz "a dor é uma idéia fixa, um constructo, composta de dores lembradas do passado, de uma dor experimentada no presente, e de uma dor antecipada do futuro... O estímulo imediato é somente um terço da experiência total. Nada intensifica tanto a dor como o medo de que ela estará ali no dia seguinte... De modo oposto, a realização de que a dor atual é um evento único e que chegará definitivamente a um final agradável serve muito para diminuir a dor." (Erickson, 1980, Vol. 4, p. 238).
Como a hipnose pode ser usada para mudar a dor
Isso não é para desmentir que a presente estimulação dos nociceptores no corpo irá muitas vezes conduzir para reações dolorosas. Nós estamos apenas chamando a atenção que experimentando dor por um período prolongado de tempo requer muito mais do que esta estimulação.
Pesquisas feitas por Harold Crasilneck e James Hall (1985, p.102) mostram que a bem sucedida melhora hipnótica da dor de origem orgânica ("física") se reduz, inicialmente, na mesma relação que a melhora advinda de analgésicos químicos como a morfina (i.e., o alívio da dor cessa dentro de poucas horas). Dor de origem funcional (i.e., incapaz de ser explicada pelas atuais condições físicas) pode ser imediatamente aliviada por dias, por semanas ou mesmo permanentemente. O próprio Milton Erickson sofreu de dor crônica orgânica e necessitava tratá-la diariamente (Erickson, 1980, Vol 1, p. 122). Ele notou que o sono geralmente terminava com o seu alívio hipnótico da dor, já que acordava necessitando restabelecer o estado. Por essa razão, muitos hipnoterapeutas recomendam ensinar auto-hipnose para os clientes se tratarem de suas próprias dores orgânicas.
Milton Erickson categorizou onze métodos de tratar a dor usando a hipnose (Erickson, 1980, Vol. 4, pp. 240-245). Essas categorias, as quais algumas se sobrepõem, são:
1) A dor desaparece com sugestão direta.
2) A dor desaparece com sugestão indireta (Erickson, no estudo do seu trabalho feito em 1957 por Bandler e Grinder, diz, por exemplo, na página 37 deste livro: "Você sabe, Joe, uma planta é uma coisa maravilhosa, e é tão agradável, portanto seja apenas amável ao pensar numa planta como se fosse um homem. Essa planta poderia ter sentimentos agradáveis, uma sensação de conforto...").
3) Criando amnésia para experiências passadas da dor.
4) Criando dormência ou analgesia na área dolorosa do corpo. Na hipnose tradicional isso é feito ensinando a pessoa a criar dormência na sua mão e então "transferindo" essa dormência para a parte afetada do corpo.
5) Criando uma amnésia mais completa ao fazer a pessoa se imaginar que está em algum lugar distante da dor.
6) Alterando as sensações de dor para sensações de calor, de afeto, de frieza ou outra sensação menos perturbadora.
7) Deslocando a dor para uma área do corpo mais controlável. (p.ex., movendo uma dor abdominal para a mão.)
8) Dissociação, p.ex., fazendo a pessoa imaginar que eles estão do outro lado da sala observando eles mesmos.
9) Reinterpretando a dor como uma sensação de lentidão, pulsação ou movimento.
10) Distorcendo a percepção do tempo para que um período prolongado de dor pareça passar muito mais ligeiro.
11) Insinuar que a dor irá se reduzir sozinha muito gradualmente; tão gradualmente que a pessoa nem consegue acompanhar se isto está ou não acontecendo.
Essas categorias não cobrem todas as possibilidades abertas para nós como practitioners de PNL. A pesquisa no relacionamento do medo com a dor nos faz lembrar que usando os processos de redução do medo, como a cura da fobia pela PNL, elimina muitas vezes também a dor. De um modo semelhante, a pesquisa mostra que qualquer metodologia que dá a pessoa um sentido de auto-eficácia (definido como a convicção pessoal que uma pessoa pode realizar quando for preciso nas ações da vida dele) irá reduzir a dor. (Turk e Okifuji, 2002, p. 680).
Existe alguma evidência nas pesquisas sugerindo que diferentes abordagens hipnóticas afetam diferentes estágios no processo da dor, exatamente como fazem diferentes drogas analgésicas (Donald Price "Hypnotic Analgesia: Psychological and Neural Mechanisms" in Barber, 1996, p. 67-84). Primeiro, algumas hipnoses parecem prevenir que a dor seja percebida pela mente consciente, embora permitam que o interior do cérebro a registre. Isso produz o que alguns pesquisadores como Ernest Hilgard chamam de um "observador oculto" (Hilgard e Hilgard, 1994). Em tais circunstâncias, quando é solicitado aos pesquisados para fazerem um sinal não verbal se eles tiverem dor (p.ex., pressionando um botão), eles sinalizam ainda que conscientemente informem que se sentem bem. De modo especial isso parece ocorrer quando métodos, como a dissociação, são usados para tratar da dor. Segundo, métodos de redução da dor que alteram diretamente o local da sensação, p.ex. produzindo dormência, parecem atuar no nível espinhal, impedindo de qualquer modo que a comunicação da dor atinja o cérebro. Um terceiro tipo de técnica permite a dor atingir a consciência mas altera emocionalmente o significado dela. Uma pessoa subindo uma montanha pode experimentar uma considerável "dor" mas a sua percepção de que isto é um evento excitante supera as sensações físicas.
Estudo de caso um: curando o medo cura a dor
Carmen veio me ver (Libu_ka) para tratar da dor na parte de baixo das suas duas pernas com fisioterapia. O tornozelo direito dela havia sido reconstruído cirurgicamente três anos atrás depois de uma grave distensão no ligamento lateral. Ela sofria de dores nas duas pernas por pelo menos um ano ou mais. Quando jogava softbol (beisebol feminino), ela amarrava as pernas com fita, mas sofria de graves dores depois de cada jogo. As duas pernas doíam durante todo dia, e a dor a mantinha acordada de noite. Ela já tinha tentado antes a fisioterapia, bem como exercícios prescritos por um fisioterapeuta específicos para serem feitos em casa, usava palmilhas ortopédicas no sapato e enrolava suas pernas com fitas. Todas essas intervenções tiveram sucesso limitado.
Quando a examinei, ela estava nervosa e ansiosa com o seu problema. Eu podia sentir o inchaço no seu tornozelo esquerdo, e ela queixou-se de sensibilidade nas duas panturrilhas, particularmente na esquerda. Eu tratei dela usando algumas técnicas de fisioterapia (massagem, ultra-som, acupuntura e uma revisão nos seus exercícios de casa). Depois de quatro tratamentos e muito pouco progresso, discuti com ela sobre a PNL e ela ficou entusiasmada para experimentar.
Carmen era muito cinestésica. Muito raramente olhava direto nos meus olhos enquanto falávamos, mas gesticulava muito e estava muito ‘em contato’ com as sensações no seu corpo. E logo ela revelou um medo que tinha havia muitos anos e era capaz de acessar as sensações que vinham junto com facilidade. Esse medo, ou fobia, era de subir qualquer coisa mesmo que parecesse insignificante. Escadas eram as piores pois ela se imaginava despencando escada abaixo pois era muito pesada. O mero pensamento de escadas, escadas de mão, cercas, ou mesmo levantar-se da cabeceira da cama, podiam lhe provocar um suador (eu fui testemunha disso enquanto ela falava disso), aumento das batidas do coração e fazer suas pernas tremerem que nem geléia. Eu lhe expliquei que existia uma possibilidade de que a dor na perna fosse resultado da proteção da sua mente inconsciente contra o medo constante que ela tinha todos os dias e que limitava muitas das suas atividades diárias. Com a permissão dela, eu decidi usar a ‘Cura da Fobia’ (Bolstad, 2002, p 57-64).
Cinco dias depois, eu fiz uma sessão de revisão com ela. Desde o momento em que ela deixou a clínica depois da cura da fobia, ela não teve mais nenhuma dor nas suas pernas. Para dizer a verdade, ela se sentiu tão bem que no dia seguinte foi jogar (sem as fitas) e as outras integrantes do time comentaram do seu entusiasmo no jogo. Ela me disse que estava jogando como ‘a velha Carmen,’ confiante e muita mais competitiva. Ela não experimentou nenhuma dor tanto durante como depois do jogo e se sentiu tão confiante que foi jogar de novo no dia seguinte. De novo, jogou melhor do que nunca, não sentindo nenhuma dor.
Carmen quase pulava dentro da sala, e percebia-se, ao ouvi-la dizer que se sentia ‘totalmente diferente,’ que ela parecia muito mais confiante. Eu verifiquei a sensibilidade nas suas pernas e, não considerando uma leve sensibilidade no seu tendão de Aquiles, não havia nenhuma outra marcante.
Ela conversou sobre seu velho temor e disse que isto não era mais um problema. De fato ela estava aguardando com interesse para subir no telhado (em segurança, acrescentou ela) para olhar as estrelas com sua filha. Isso, aparentemente, era uma atividade que a sua filha fazia com freqüência e ela, há muito tempo, queria que a sua mãe a acompanhasse. Suas palavras "Minha vida mudou totalmente, isso é quase mágica!"
Estudo de caso dois: pedindo para a mente inconsciente fazer o trabalho
Janet veio me ver (Richard) dez meses depois de uma cirurgia abdominal. Durante todo esse tempo, ela tinha uma dor muito violenta, e para agüentar, estava tomando 60 miligramas de codeína três vezes ao dia. A dor era mais violenta de manhã antes dela tomar a codeína e voltava toda vez que ela atrasava a dosagem. Um médico lhe disse "Bem, parece uma dor neuropática. Você provavelmente vai tê-la pelo resto da vida, portanto é melhor aprender a conviver com ela." Porém noutra oportunidade, uma enfermeira lhe explicou que, algumas vezes, as pessoas, depois de alguns anos, acordam um dia e simplesmente descobrem que a dor sumiu. Uma ressonância recente do seu abdômen mostrou que, embora a sua doença original tivesse sido removida pela cirurgia, existiam muitos tecidos conectivos que formam as cicatrizes deixadas pela terapia de radiação que ela havia feito. Isso a deixou convencida de que aquela dor era de origem orgânica, notícia que a deixou muito desolada.
Depois dos seus esclarecimentos, eu comecei lhe explicando a minha crença de que o seu corpo podia não somente curar os tecidos da cicatriz como também reorganizar os sinais nervosos, pois assim ela sentiria alívio. Eu enfatizei que a sua crença era um pré-requisito importante para o sucesso dessa mudança. Janet disse que ela também estava consciente, como psicóloga que era, de que tinha granjeado empatia e simpatia por ter um sintoma evidente para falar para as outras pessoas (a dor) e que tirando da mente a dor significava perder esse ganho secundário.
Eu a convidei para relaxar e levantei o seu braço, demonstrando uma catalepsia no braço (quando o seu braço flutua sob controle do inconsciente). Inicialmente, ela estava muito cética sobre essa demonstração, querendo saber se de fato o braço dela estava se movendo, mas depois de alguns minutos ela aceitou que ele parecia capaz de se mover para cima, para baixo e de um lado para outro sem que ela realmente "fizesse" o movimento. Eu chamei atenção dela que para fazer isto, a mente inconsciente dela tinha usado todas as habilidades que eram necessárias para curar totalmente a dor.
Depois pedi para a sua mente inconsciente mover um dos seus dedos para sinalizar "sim" e outro para o sinal "não." Esse processo de sinalização ideomotor me permite perguntar à sua "mente inconsciente" se ela sabia que tinha a capacidade de remover a dor, e se era aceitável para ela remover a dor. Uma vez que ela concordou em fazer isso, eu lhe disse para começar e para fazer suficientemente devagar para que Janet pudesse acreditar que isso era possível. Eu contei uma história para Janet sobre um outro cliente que veio me ver com dor, e com quem eu tinha usado a mesma técnica (descrita em Bolstad, 2002, pg 66-69). Depois fiz algumas sugestões sobre como a cética mente consciente dela poderia permitir que essa mudança acontecesse. O processo todo durou um pouco mais de meia hora.
No final da sessão, Janet contou que não tinha dor. Quando voltei a encontrá-la duas semanas depois, ela contou que não tinha tido nenhuma dor no dia seguinte e na metade do outro. "Eu me senti absolutamente bem!" A dor, disse ela, retornou em certas horas durante essas duas semanas e ela foi capaz de reduzi-la usando várias técnicas da PNL, incluindo estabelecer o objetivo de ficar sem dor por um dia na sua linha do tempo. Ela reduziu a sua medicação para 30 miligramas duas vezes ao dia e relatou que, além de tudo, o seu bem estar continuava a aumentar.
Conclusões
Esses dois casos demonstraram tratamentos de uma sessão usando processos ensinados na maioria dos treinamentos de PNL Practitioner e Master Practitioner. Eles claramente contam com a maleabilidade incrível da dor na nossa experiência humana. Em ambos os casos, os clientes tinham boa razão em acreditar que a dor deles era insolúvel; algo que deveria permanecer igual pelo resto de suas vidas. Usando duas técnicas da PNL completamente diferentes, nós demos a eles uma poderosa experiência com nossas pressuposições da unidade do corpo e da mente, do efeito da emoção e da memória no corpo e das suas próprias habilidades para tomar conta de suas vidas. Essas pressuposições fundamentais, as quais formam a base de nossas técnicas, nasceram de várias décadas de pesquisas em hipnose no alívio de dores, e pelos recentes estudos da ressonância sobre o alívio da dor.
Libu_ka trabalhou com sua cliente menos de um mês depois do seu treinamento inicial em Practitioner, demonstrando que essas habilidades podem ser aprendidas rapidamente por um confiante Practitioner.
Nós dois temos diversas experiências de alívios de dores usando a PNL. Para nós está claro que, embora o nosso background como profissionais da saúde nos permite fazer contato com tais clientes, acessar o seu estado médico e recomendar congrüentemente a PNL, esse background não é necessário para conduzir o presente processo que provoca a cura nesses casos.
Nossa esperança é que esse artigo provoque alguma pesquisa e indicações para inspirar outros Practitioners de PNL a alcançar resultados semelhantes. Por outro lado, esse também é um artigo em que outros profissionais da saúde podem se interessar. O que ele sugere é quase uma mudança radical nas técnicas de administração da dor.
Libu_ka Prochazka é fisioterapeuta, acupunturista e Practitioner em PNL.
Seu e-mail é libuska_@hotmail.com Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.
Dr. Richard Bolstad é Trainer em PNL e enfermeiro registrado.
Seu e-mail é richard@transformations.net.nz Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. e site: www.transformations.net.nz
Artigo original:NLP and Relief of Chronic Pain
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Como aumentar sua auto estima com a PNL
(Shlomo Vaknin, C.H)
Esse método para aumentar a sua auto-estima é baseado no Padrão Swish da PNL que é usado para fazer um “swish” (troca rápida) entre um padrão de pensamento negativo e um positivo.
Seja cuidadoso quando aplicar essa técnica em você mesmo - vá devagar no início, aprenda as etapas, faça-as bem devagar, e só depois acelere.
O principal fator para obter sucesso com o método Passo a Passo para aumentar a sua auto-estima é a velocidade. Quanto mais ligeiro você conseguir executar as etapas principais, repetidas vezes, numa única sessão, maior a eficiência que ele terá para você.
Aqui estão as etapas:
Etapa um: crie a imagem da auto-estima não desejada
Pense numa ocasião da sua vida em que você se sentiu mal a seu respeito; em que você estava realmente ressentido com você mesmo. Uma vez em que tudo parecia ser culpa sua, e quando você não conseguia imaginar por que se conduziu daquela maneira. Em que você só se lembrava dos seus defeitos e fraquezas, quando as outras pessoas foram implacáveis com você, quando elas o degradaram ou fizeram você se sentir miserável. Uma vez que a sua auto-estima estava extremamente baixa.
Essa primeira etapa é a única desagradável em todo o processo, e é aqui que você marca o tipo de experiência que não quer na sua vida. Também será a última vez que você a experimentará.
Mais do que em outras técnicas, é extremamente importante que você escolha uma experiência perturbadora, uma que o faça tremer até hoje quando se recorda dela. Você pode ter sido insultado, degradado, tratado com desconsideração ou outra coisa. É bom por enquanto porque você irá aprender como se livrar definitivamente das sensações ruins.
Entre na experiência. Veja o que você viu lá atrás. Escute o que você ouviu, as mesmas palavras, a entonação e a fonte. Sinta o que você sentiu, é perfeitamente normal sentir desconforto, apenas lembre-se de que está fazendo tudo isso para mudar.
Perceba no seu corpo exatamente onde começam as sensações ruins, onde estão localizadas? Intensifique-as, faça-as mais fortes para verificar exatamente a sua localização.
Perceba as imagens que você está vendo enquanto sente essas sensações. Uma imagem pode se repetir mais do que as outras. Essa imagem central, é a que em breve nós iremos fazer uma troca rápida. Que sons estão associados com essa imagem?
Faça a anotação mental desta imagem, os sons e as sensações associadas, e passe para a próxima etapa.
Etapa dois: dissocie-se
Agora que queremos passar para coisas melhores, você tem que sair dessa perturbadora experiência de auto-estima baixa.
Fique de pé. Você me ouviu! Levante-se, caminhe, abra os olhos, pisque mais ligeiro, mexa seus músculos faciais, abane com sua mão direita, estenda a sua esquerda, levante o seu joelho direito, diga a data do seu aniversario em voz alta (eu não consigo lhe escutar...), pense na cor verde, lembre da aparência da camionete dos Correios, pense no que você comeu no café da manhã de hoje....
Pronto, é o suficiente. Você está dissociado da etapa um (a menos que você tenha trapaceado). Vamos nos mover para a próxima etapa.
Etapa três: a auto-estima que você merece
Agora você vai criar a imagem que representa a auto-estima sólida, com recursos, positiva e que você está próximo de possuir.
Qual seria a sua aparência se você tivesse uma auto-estima forte? Como você falaria, como a sua voz soaria? Como você estaria vestido, como iria caminhar, correr, dirigir? Como você se sentiria nas novas situações quando possui uma auto-estima elevada?
Essa imagem é a sua imagem no futuro próximo, uma pessoa que resolveu aquele grande problema de baixa auto-estima. Essa pessoa não se preocupa em quem fez a sua auto-estima ficar baixa quando era mais jovem. Essa pessoa não consegue dizer por que sua auto-estima está alta – ela simplesmente está!
Essa imagem do futuro próximo tem uma pessoa “conhecida” muito especial dentro dela. É próxima. É o futuro próximo. É o seu futuro próximo! Essa imagem é de uma pessoa que sabe que você está perto de se tornar daquela maneira, é um caminho novo para você caminhar por ele. Você está fazendo isso agora, consegue perceber?
Construa esta imagem bem na sua frente, faça-a em tamanho natural, uma imagem colorida de você – uma pessoa com tantos recursos, capacidades e auto-estima, que pode enfrentar os mais difíceis desafios, que pode conquistar tudo. Uma pessoa que tem inúmeras escolhas na vida, e se não encontra o suficiente – ela cria novas escolhas!
Olhe para essa imagem, deixe você se sentir compelido por ela. Sinta-se atraído, sinta quanto você precisa – é obrigado - deve – podia ser daquela maneira. Isso é importante. Se você não puder sentir isso neste momento, volte e refaça mais forte a imagem. Faça-a maior, mais brilhante, mais potente. Se você viu essa sua imagem da mesma maneira que você olha para as pessoas que admira, com o que ela seria parecida?
Coloque um sorriso misterioso nessa imagem de você. Imagine que você pode ouvi-la pensar – “Eu me sinto bem sendo eu”. Imagine o tom de voz que o seu diálogo interno está usando. “Eu me sinto bem sendo eu”, sinta quanto você se sente atraído por essa pessoa, quanto você também queria se sentir dessa maneira. Mova essas palavras ao seu redor, num efeito tipo estéreo. Ele se sente bem sendo ele, que na realidade é você.
Etapa quatro: fixe a nova auto-imagem
Faça uma moldura mental em torno dessa sua imagem com auto-estima elevada. Encolha-a até que ela se torne uma minúscula imagem no espaço a sua frente. Não a deixe ficar parada em paz! Faça-a cintilar. Ela pisca para você…
Vamos praticar a etapa crítica do método Passo a Passo para aumentar a sua auto-estima – não é a etapa quatro, ela virá em breve, a etapa quatro é o treinamento antes da grande mudança.
Pegue aquele pequeno ponto cintilando no espaço a sua frente e rapidamente traga-o de volta ao seu tamanho anterior. Grande, do tamanho natural, colorido, sentindo-se bem em ver e ouvir as palavras, a sua imagem de você mesmo dizendo... relembre... “Eu me sinto bem sendo eu”... efeito estéreo, sorriso misterioso.
Rápido, não há tempo a perder. Deve levar menos do que um segundo, porque você já construiu a sua imagem. Qual é a sua data de aniversário? Você não demorou para se lembrar, certo? Do mesmo jeito aqui. Menos de um segundo, companheiro.
Abra seus olhos por um momento, feche, pense numa tela branca. Agora enxergue de novo aquela imagem de auto-estima elevada. Encolha-a de novo até que ela se torne um minúsculo ponto preto piscando longe e bem na sua frente. Agora de novo no tamanho normal. De novo encolha-a, expande, encolhe, expande... ! Coloque entusiasmo, vamos lá – minúscula imagem, amplie na sua frente para o tamanho natural, colorida, efeito estéreo, sorriso misterioso...
Ótimo. Agora siga adiante.
Etapa cinco: a mudança começa
Encolha de novo a imagem da auto-estima elevada e coloque-a bem no meio da horrível imagem perturbadora que você explorou lá no início.
Não se preocupe, eu não vou abandoná-lo agora – nós estamos perto de mexer em todas as emoções ruins e fazer você se sentir maravilhoso por ser quem você é.
Etapa seis: mude e grite – faça a troca!
Encolha rapidamente a imagem negativa até que ela fique um minúsculo ponto cinza na sua frente, e ao mesmo tempo…
Não há tempo! Rapidamente, amplie o minúsculo ponto até chegar ao tamanho natural da sua imagem de auto-estima elevada, cobrindo toda a imagem negativa. Faça-a maior, mais brilhante, estéreo – “Eu me sinto bem comigo”, sorriso misterioso... Você conhece o exercício. Rapidamente.
Você deve fazer os dois movimentos simultaneamente. Primeiro a imagem encolhendo rapidamente, depois a imagem crescendo no espaço. Rapidamente. Menos do que um segundo para todo processo.
Coloque a imagem negativa na sua frente, tem um ponto preto piscando no meio dela (se você esqueceu – é a imagem positiva da sua auto-estima elevada). Agora mude rapidamente, troque-as – encolha a primeira rapidamente, e ao fazer isso, amplie o ponto minúsculo para o tamanho total da auto-estima elevada, junto com os sons e as sensações que ela possui.
Pegou a idéia? Ótimo, está ficando cada vez melhor. Para ter certeza que você fez rapidamente, diga JÁ. Diga em voz alta, eu não me importo se as pessoas estão olhando para você de modo estranho - eu também já fiz isso algumas vezes. Coloque a imagem negativa para cima, existe um preto piscando no meio dela, diga JÁ, e rapidamente ao acabar de dizer isso, a imagem negativa encolhe e a positiva é aumentada até seu tamanho normal.
IMPORTANTE: não troque as imagens de volta! Não encolha a imagem positiva depois que você fez o processo com ela. Abra seus olhos logo depois que você fez o o processo, veja a imagem positiva colorida, tamanho natural com som estéreo “Eu me sinto bem sendo eu”. Abra seus olhos, pisque por um segundo, e os feche de novo.
Agora estale seus dedos (ficou complicado? Não! Ótimo, você aprende ligeiro) no momento em que disser JÁ.
Veja a imagem negativa com o ponto piscando – diga JÁ enquanto você estala os dedos – troque as imagens. Rápido, rápido, rápido – nós estamos com o cronograma apertado!
Deixe as sensações boas da imagem positiva agirem sobre todo seu corpo. Sim, você pode sorrir, você está no meio do caminho.
Etapa sete: muita prática – rumo à mudança!
Pronto, nós brincamos um pouco, agora vamos agir com empenho.
Abra seus olhos, caminhe um pouco. Feche seus olhos, imagine uma tela branca, e vamos começar a mudança real.
Faça o swish – 10 vezes – tão ligeiro quanto puder, com vigor, com tantas emoções, entusiasmo e determinação quantas você conseguir se envolver nisso. E não, você não precisa de uma técnica para o entusiasmo primeiro – a sua imagem negativa, que pode ter feito você chorar uma ou duas vezes sobre a sua “falta de sorte” na vida, seria razão suficiente para você se sentir entusiasmado e determinado a destruí-la completamente.
Mova-se, soldado! Faça o processo 10 vezes. Relembre: imagem negativa – ponto preto piscando – JÁ e estalo dos dedos – grande imagem positiva em cores e com som estéreo “Eu me sinto bem sendo eu” – abra os olhos, feche os olhos – tela preta vazia – de volta ao começo. Ótimo!
Se esforce. De novo. Mais ligeiro. Quão ligeiro você consegue ir? Mova-se!
Fez as 10 vezes? Muito bom. Estou orgulhoso de você. Vamos retirar ainda mais suco...
Etapa oito: quanto prazer você agüenta?
A auto-estima afeta cada detalhe da sua vida. Eu não disse isso antes porque eu não queria deixá-lo nervoso. Mas agora que você tem uma auto-estima forte, isso deve ser uma informação agradável para você.
Agora eu quero ter certeza que você extraiu todo o suco de prazer da sua vida. Isso não é essencial, mas é muito mais do que apenas ter uma auto-estima elevada. E é fácil de se obter, leva apenas alguns minutos...
A nossa meta agora é fixar essa nova aprazível imagem de auto-estima elevada em tudo na sua vida. As Memórias são os gatilhos, então vamos fixá-la ao passado. Novas situações na vida são gatilhos, então vamos fixá-la ao presente. Metas e planos são mais atingíveis e eles servem como gatilhos para agir, então também vamos fixar essa imagem no seu futuro. Quão ligeiro podemos fazer isso? Que tal 25 segundos...
Estenda as suas mãos e agarre a poderosa imagem da auto-estima elevada, do mesmo modo que você iria pegar um grande espelho. Agarre, erga e perceba algo novo: existem milhares de imagens de auto-estima elevada por trás dele! Meu deus, elas estavam se escondendo o tempo todo só para surpreender você! Isso não é maravilhoso? Imagens que mostram você bem-sucedido em tudo que faz na vida, forte, comprometido, poderoso, alegre, vibrante, estimulado, prazeroso... Vamos ver quanto prazer você consegue realmente suportar.
Quando você levanta a imagem, todas as outras imagens também são levantadas com ela. Sorria para você, prepare-se e atire todas para o alto bem acima de você. Tudo se espalha no espaço sobre a sua cabeça. Um segundo mais tarde, todas caem e se espalham ao seu redor. Na sua frente, representado pelo futuro existem milhares delas cobrindo o chão. Milhares bem na sua volta e ao seu redor e quando você olha para a sua linha do tempo passado, escondidas nas suas costas, existem mais milhares.
Imagine essas imagens, cada uma delas emoldurada com uma lustrosa moldura piscando e chamando a atenção! Como será maravilhoso encarar os desafios no futuro onde tudo que sua mente recorda é como você é poderoso, forte. Quanto prazer a sua mente poderá suportar? As imagens atrás de você dominam a terra, cobrem e escondem as pequenas e fracas imagens negativas, agora elas controlam o passado, elas piscam chamando atenção, em qualquer lugar que você olhar. Porque enquanto você tenta descobrir uma memória negativa, todas as imagens positivas piscando interrompem a busca, gritando para você – Olhe para mim! “Eu me sinto BEEEMMM sendo eu!”
Brinque em volta, pegue uma, veja o misterioso sorriso, ouça a voz com efeito estéreo ao seu redor, veja a imagem como ela cresce e fica mais brilhante. Esse é o caminho.
E por fim, agora se imagine acordando amanhã, tomando café, e olhe estas imagens piscando e chamando a atenção em todos os lugares. Você pode ostentar um misterioso sorriso, que as pessoas irão perceber nos dias vindouros. Não diga a elas onde você o conseguiu.
Agora você pode abrir os olhos e observar em volta.
Etapa nove: teste ou brinde
Você conseguiu. Se você envolveu verdadeiramente todo o seu ser no método Passo a Passo para aumentar a sua auto-estima, você agora é uma pessoa de elevada auto-estima.
Para provar e encerrar o debate sobre isso vamos fazer um teste.
Leve um momento (não muito longo) e traga de volta a imagem negativa da etapa um de volta a mente. Como você se sente? Você ainda consegue perceber essa imagem de algum jeito? É difícil construí-la de novo, as sensações estão fracas e sem força? Não se estresse muito porque todo objetivo aqui é tornar impossível você se sentir mal de novo.
Se você não consegue recordar claramente a imagem negativa ou consegue, mas não se sente mal de novo – vamos brindar!
Entretanto, somente leia isso se você se sentiu mal como antes – eu vou puni-lo. Você não fez tudo que eu disse para você fazer, fez muito devagar, ou não fez nada! Antes de eu ficar brabo, volte para a ETAPA UM (isso, tudo isso de NOVO!), e faça exatamente o que eu disse e dessa vez você deve se envolver nisso com cada uma das fibras e células do seu corpo, mente e espírito. Do contrário… você terá que viver com desempenho abaixo de seu potencial pelo resto da sua vida. Eu fui claro? Nós nos encontraremos aqui neste mesmo lugar depois que você tiver feito tudo de novo. Agora vamos.
Texto original: NLP Weekly - http://www.nlpweekly.com/
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
4 maneiras de mudar de estado rapidamente
"Pense em um problema." Estas quatro palavras são usadas repetidamente em todos os treinamentos de PNL porque, na maior parte das vezes, as técnicas da PNL são usadas do modo consagrado pelo uso. Isto significa que, depois do fato, nós podemos examinar um problema, fazer novas escolhas e mentalmente ensaiar um desempenho melhor no futuro. Mas e aqueles eventos para os quais nós não nos preparamos? É possível, nesse momento, substituir sensações negativas por sensações com mais recursos, sem planejamento prévio ou um gatilho externo?
Mudanças acontecem
Eu lembro de uma vez em que tive que viajar de Nova Iorque a Boston para um importante evento familiar. Numa manhã cedo e quente de agosto, fui buscar na locadora o carro que eu tinha reservado uma semana antes. O agente me disse que, como alguns carros não tinham sido devolvidos ainda, eu teria que esperar até que chegasse um ou fazer outro arranjo. Eu finalmente consegui um carro duas horas depois.
Agora eu estava preso num engarrafamento matinal. Pior, estavam fazendo obras de repavimentação na estrada e o calor deixou muitos carros superaquecidos enguiçados na estrada. Quando finalmente cheguei a Boston (tendo perdido o casamento e a maior parte da recepção), eu estava com um humor lastimável. Um dos meus sobrinhos, que tinha seis anos na época, me perguntou por que eu estava tão irritado. Eu contei toda a história: o carro alugado, o trânsito, o calor.
E aí ele disse: "Mas tio Kevin, você agora não está dirigindo."
Mudança instantânea de estado! Num momento, eu estava irritado e revivendo todos os dissabores da manhã e no seguinte, estava me divertindo.
Neste ponto, eu sabia que mudanças positivas de estado podiam acontecer de repente, e mais rápido do que qualquer técnica da PNL que eu tinha aprendido até hoje. Mas não sabia como gerá-las para mim mesmo. Elas sempre foram uma reação a algo externo, normalmente algo que alguém tinha me dito. Por isso eu estava curioso sobre como poderíamos aprender a fazer a mesma coisa para nós mesmos.
Emoções são escolhas. William Glasser, M.D. em seu livro "Teoria da Escolha" faz uma forte defesa de que as emoções são escolhas, mesmo quando as pessoas não percebem isso. Usando minha viagem para Boston como exemplo, ele diria que a razão para estar irritado com a família não era porque havia passado a maior parte do dia preso no trânsito, mas porque eu, na recepção, estava escolhendo gerar emoções de irritação.
Seja verdadeiro ou não que as emoções são escolhas, isto é uma suposição muito conveniente. Abaixo temos uma experiência. Finja que está irritado e mentalmente rotule a sua experiência para cada aspecto abaixo:
1. Eu estou irritado.
2. Eu estou me sentindo irritado.
3. Eu estou escolhendo me sentir irritado.
Quais são as diferenças para você? Qual lhe dá a maior liberdade (e responsabilidade)?
Quando ensinei minha primeira classe de Master Practitioner, um dos meus estudantes, na graduação, me disse que ele tinha acabado de resolver um grande mistério: muito do que eu havia ensinado estava encaixando de tal modo que ele agora reconhecia que podia escolher como se sentir. Isso foi uma revelação poderosa para mim – ele tinha passado grande parte da sua vida vivendo furioso, pensando que não tinha escolha. Ele me perguntou por que eu não tinha dito para todos no início que as emoções podiam ser escolhidas. "Quem teria acreditado em mim?" perguntei.
Algumas pessoas tentam suprimir ou esconder suas emoções. Outras as veneram, com a ideia de que TODAS as emoções têm que ser expressas plenamente, de preferência com uma audiência, antes que a emoção esteja concluída. Eu não acho que as emoções devem ser suprimidas ou evitadas, mas me surpreendo quantas vezes o que eu estou sentindo parece ter sido escolhido cegamente, sem considerar mais do que uma possibilidade.
Postergando a procrastinação
Aqui está outra experiência para ilustrar a natureza efêmera das emoções. Pense numa tarefa pequena que você pode realizar, que já deveria ter sido feita e que tem sido postergada. Quando você pensa nela, sente que emoções?
A seguir, pergunte-se: "Eu tenho alguma razão para adiar a decisão de como vou me sentir fazendo isso até que esteja feito?" (Eu aprendi essa pergunta com Jeff Bond durante uma sessão de brainstorming.) Repare no que acontece. Na minha experiência, com meus estudantes e clientes, se a resposta for não, a sensação negativa desaparece espontaneamente e nós vamos e fazemos o que estávamos adiando.
As duas técnicas a seguir são ferramentas para ajudá-lo a escolher suas emoções com mais atenção. Elas são tão simples e rápidas que é difícil acreditar que funcionem até você mesmo testar.
A técnica da nuvem
A técnica da nuvem é especialmente útil porque você pode fazê-la sozinho e em qualquer lugar. E logo que ficar bem familiarizado com ela, você poderá escolher um estado com mais recursos em menos de trinta segundos.
Uma cliente com quem eu estava trabalhando queria retornar para a escola e completar a sua educação, mas estava preocupada com poder falhar de novo. Ela tinha medo de fazer perguntas durante a classe, e sempre que eu pedia para ela se imaginar fazendo uma pergunta na aula, ela começava a chorar. Devido ao amplo alcance do que ela queria realizar, eu não queria passar todo o nosso tempo nisso. Eu tinha a intuição de que uma demonstração clara de que ela tinha escolha sobre suas emoções seria um grande começo para nosso trabalho conjunto.
Eu comecei explicando a ela que qualquer emoção que ela sentia tinha sido gerada – por ela – apenas uma fração de segundo antes. Então pedi que ela se levantasse e imaginasse que estava na sala de aula; sua postura endureceu, seu rosto ficou pálido e ela parou de respirar. Eu disse para ela imaginar as sensações que estava sentindo como uma nuvem em volta dela. Eu pedi que ela descrevesse a cor, o tamanho e o movimento da nuvem. (Ela a descreveu como grande, escura e se movendo devagar.) Então pedi que ela desse um passo para fora da nuvem, se afastasse e olhasse de volta para ela. Eu disse: "Agora temos que trabalhar depressa porque – sem um humano dentro para criar aquela emoção – a nuvem vai se dispersar rapidamente."
Eu perguntei a ela: "Com esta visão geral do que você quer, esta emoção está lhe servindo bem?" Ela disse: "Não, não está!" Eu disse: "Embora a nuvem já esteja começando a se dispersar, assopre-a como uma vela".
Em outro local, eu a fiz imaginar uma matriz para uma emoção diferente que poderia ser mais útil. Ela escolheu confiança. Eu então pedi que ela entrasse na matriz para ativar a sensação de confiança como uma nuvem em volta dela, e depois pensar que estava na sala de aula. Ela estava respirando com facilidade, sua postura estava relaxada e ela conseguia se imaginar fazendo perguntas facilmente para a professora. (Ela também estava atordoada como isso era fácil).
Isso era uma mudança surpreendente, especialmente considerando que isso tinha levado menos de um minuto. Mas nós não tínhamos terminado ainda. Eu queria que ela tivesse uma experiência mais rica da escolha emocional. Eu tinha que trabalhar mais três emoções: humor, curiosidade e "sentindo-se maior do que a situação". Cada nova emoção permitia que ela participasse da experiência da sala de aula de maneira diferente – e o mais importante, ela adquiriu prática em avaliar a influência das diferentes emoções e na troca entre elas, rápida e facilmente. Embasado nisso, o trabalho de estratégia e de crença que se seguiu foi algo muito fácil de ser feito por nós dois.
Use essa técnica toda vez que se sentir sem recursos. E acredite em você mesmo – ocasionalmente você não será capaz de trocar de estado tão facilmente. Respeite isto, porque nestes casos, o seu inconsciente sabe que a mudança não seria ecológica.
Estas são as etapas:
1. Imagine a emoção que você está sentindo como uma nuvem a sua volta. Perceba a cor, tamanho e movimento.
2. Caminhe para fora da nuvem, deixando-a onde você estava parado. Olhe para a nuvem e faça rapidamente uma das seguintes perguntas para você:
a) Com a visão geral, isto está me servindo bem?
b) Com a visão geral, isto está ajudando a minha comunicação?
3. Se a emoção está lhe servindo bem, volte para dentro dela e escolha esta emoção.
4. Se não está lhe servindo bem, assopre a emoção que já estava se dissipando rapidamente para longe (porque não tinha nenhum ser humano dentro dela para gerá-la) – e vá para a etapa cinco.
5. Em outro local, selecione uma nova emoção para testar. Imagine-a apenas como uma estrutura que será ativada assim que você entrar nela. Entre e sinta essa nova emoção como uma nuvem a sua volta: fica melhor? Se for sim, você está pronto para avançar na situação; se for não, saía e tente outra emoção até achar uma que satisfaça a necessidade da situação.
A técnica do túnel
Frequentemente eu uso a técnica do túnel quando estou guiando um cliente através de um reimprint.
Uma vez eu estava guiando uma senhora através de um reimprint de um abuso sexual ocorrido quando ela era criança; o eu da jovem se sentia culpado pelo que tinha acontecido. Com a minha cliente associada ao seu eu jovem, eu pedi que ela percebesse onde sentia as sensações de culpa no corpo.
Ela disse que era como uma corrente pesada apertando em volta da sua garganta. Eu a fiz mover a sensação para fora e imaginá-la tomando a forma de uma porta. Então expliquei que, às vezes, nós temos que passar pela emoção a fim de percebermos alguma coisa diferente. E que tinha uma regra para a próxima etapa: não importa o que ela sentisse logo que passasse pela porta, ela tinha que continuar caminhando para descobrir o que estava do outro lado.
Ela concordou em se manter em movimento assim que entrasse no túnel, e então ela abriu a porta e entrou. Levou cerca de trinta segundos até ela descobrir a saída no outro lado. Quando saiu do túnel, a primeira coisa que ela sentiu foi raiva porque a mãe dela não a tinha protegido. Nós então fizemos a técnica do túnel com a raiva e quando emergiu do outro lado, ela descreveu o que sentia como liberdade e compaixão.
Como resultado dessa mudança, que levou menos de dois minutos, os recursos que ela escolheu para ela e para a outra pessoa no reimprint foram menos rígidos e mais produtivos.
Não é possível predizer o que você vai encontrar no final do túnel: medo pode se transformar em compaixão, raiva pode se transformar numa sensação de paz e perfeição. E em todas as vezes que eu usei essa técnica, os recursos que os clientes escolheram para eles foram muito mais criativos e produtivos do que num típico reimprint, porque eles estavam escolhendo recursos de um lugar com integridade em vez de um lugar de medo ou mágoa.
Use essa técnica sempre que você tiver uma sensação do passado que, vista da posição do observador, parece inadequada para a situação – como no exemplo, onde a minha jovem cliente estava se sentindo culpada por algo que um adulto tinha feito a ela.
1. Perceba onde você sente a emoção no seu corpo. Com suas mãos, remova-a de você e a coloque na sua frente. Amplie a imagem até que ela esteja do tamanho e na forma de uma porta.
2. Do outro lado da porta é o túnel da emoção. Em um instante, você vai entrar no túnel e caminhar através dele para descobrir o que tem do outro lado. Mas tem uma regra: logo que entrar no túnel, você deve continuar caminhando.
3. Tendo concordado em continuar caminhando, entre no túnel, feche a porta atrás de você e sinta a emoção envolvendo-o enquanto você permanece se deslocando até descobrir a saída do outro lado. (Isso nunca levou mais do que trinta segundos).
4. Passar pela emoção e sair do outro lado tipicamente leva a pessoa para um lugar emocionalmente muito diferente. Passar pela culpa pode conduzir para a liberdade, passar pela raiva pode conduzir para compaixão, mas como no exemplo acima, algumas vezes conduz para outras emoções fortes que haviam sido suprimidas ou mascaradas. Quando isto acontece, passe também por esta emoção até alcançar um local em que se sinta saudável e completo.
Eu uso as duas técnicas isoladas e dentro dos processos de reimprint e de mudança de crença.
Logo que for aprendida, cada técnica pode ser usada sem um guia, sem planejamento prévio e praticamente em qualquer lugar. Apesar da sua simplicidade, elas são de natureza ecológica porque elas levam a pessoa para um lugar de liberdade emocional.
Kevin Creedon é Practitioner de PNL, de Hipnose Ericksoniana e do Método de Feldenkrais.
Esse artigo encontra-se no site da NLP Comprehensive sob o título "Four Ways To Almost Instant State Change".
Os 5 Passos Para o Sucesso
Você deve ter um objetivo para tudo que faz. Escolher não fazer nada ou perambular pela vida é um objetivo – perceba que você é que escolheu isso e se pergunte: "Como este objetivo está me servindo?" Quando você não tem nada específico para alcançar, tem muita gente que tem e, muitas vezes, você se depara ajudando-as a atingir o objetivo delas! Quando isso acontece, você pode sentir que alguém tirou vantagem de você ou pode culpar a outra pessoa. Ou deve perceber que foi você que escolheu esse caminho e, ao fazer isso, criou os resultados decorrentes. Não tem ninguém mais para ser responsabilizado. Fique consciente das escolhas que você está fazendo na sua vida e das consequências (recompensas) que surgem.
Qual é o seu objetivo ao ler esse artigo? Se for simplesmente ler esse artigo – congratule-se, você está a caminho de alcançá-lo! Ou você pode querer considerar o seguinte objetivo: encontrar pelo menos uma ideia nesse artigo que se você adotá-la hoje, pode mudar a sua vida para melhor.
Quando você estiver pronto, porque não estabelece outros objetivos que gostaria de alcançar na área da saúde, dos relacionamentos, da carreira, da família...?
2. Faça alguma coisa
Muitas pessoas com um objetivo claro não agem para alcançá-lo. Quantas vezes você não ouviu um amigo (ou até você mesmo) falar apaixonadamente sobre construir ou alcançar algo ou fazer uma viagem especial e, no entanto, ele nunca se empenhou completamente e aquilo permanece apenas um sonho.
Apenas para ilustrar, suponha que o meu objetivo é viajar esse fim de semana para Toronto (a cerca de 440 km a oeste de Ottawa, onde eu vivo) para desfrutar dos restaurantes e da vida noturna. A não ser que eu faça algo, tal como entrar no carro e dirigir para Toronto (ou tomar um ônibus, trem ou avião), isso irá permanecer como um objetivo que eu gostaria de alcançar no próximo fim de semana, no próximo mês, no próximo ano,...
3. Use a sua acuidade sensorial
Você precisa prestar atenção e ter alguma forma de medir para saber se está ou não fazendo progresso em relação ao seu objetivo. Ou, talvez, você já o alcançou ou está indo na direção errada.
Retornando ao nosso exemplo de desfrutar um agradável final de semana em Toronto, suponha que eu estou dirigindo na estrada da vida, quando uma placa indica "Cidade de Quebec a 30 km" (a cidade de Quebec fica a cerca de 460 km a LESTE de Ottawa!). Eu posso notar essa informação ou como fazemos muitas vezes – escolher ignorá-la e continuar a minha jornada. Você já não fez isto? Eu sei que já fiz quando não estava prestando atenção no que era importante para mim e no que estava acontecendo na minha vida!
4. Seja flexível
Realmente, alguns enxergam as placas de sinalização da vida e escolhem não reconhecer que precisam mudar de rumo, de comportamento, etc.
No nosso exemplo, eu posso escolher e perceber que dirigi 400 km na direção errada (leste, quando meu destino era oeste) e esperar, que se eu persistir bastante tempo nessa direção, eventualmente tudo vai dar certo. Ou eu posso tomar consciência da placa de sinalização e decidir explorar quais são as outras opções disponíveis para mim – retornar no próximo retorno e me dirigir para Toronto, dirigir para a cidade de Quebec e pegar um avião para Toronto, ou escolher passar o fim de semana em Quebec e desfrutar dos seus restaurantes e da vida noturna.
5. Assuma a Fisiologia e a Psicologia da Excelência
Lembre-se que seus pensamentos (representações internas) afetam a sua fisiologia e que a sua fisiologia afeta os seus pensamentos. Na sua mente, você deve ter pensamentos (imagens, sons, sensações, sabor e cheiros) para alcançar o seu objetivo, enquanto adota a fisiologia de já tê-lo alcançado.
Isso me lembra de uma história verídica que me foi contada por um estudante de uma das minhas turmas. Ele tinha um amigo que, depois de graduar-se no segundo grau, queria ser executivo de uma instituição financeira. Depois da graduação, o melhor emprego que ele conseguiu encontrar foi no setor de expedição de correspondência de uma instituição financeira. De modo nenhum isso o intimidou. Todos os dias, ele se apresentava para o trabalho de terno e gravata e se conduzia como se já fosse um executivo – porque na sua mente, ele era um executivo que, só por acaso, estava tendo uma pequena experiência na expedição. Você acha que ele foi notado? Com certeza! Você acha que ele progrediu na instituição financeira – SIM! Alguns anos mais tarde, a administração reconheceu o que ele sabia desde o princípio e oficialmente o nomearam executivo da instituição financeira.
E a PNL é muito mais do que isto!
Roger Ellerton, PhD
terça-feira, 29 de setembro de 2009
O Relaxamento Progressivo do Dr. Jacobson
“Dentro de um corpo relaxado não pode existir uma mente nervosa”, diz o Dr. Jacobson.
Seu método desenvolve a consciência muscular. Vai se centrando em separado em todos os grupos de músculos. Toma consciência da tensão acumulada em cada um deles e solta logo a tensão.
O Dr. Jacobson nega fenômenos estranhos, como por exemplo, separar-se do corpo.
A experiência demonstra que nas primeiras sessões, alcançando um grau profundo, pode-se sentir sensações estranhas. Nesse caso o melhor é suspender os exercícios. Mas isto acontece raras vezes.
Postura: Sentado ou Deitado
1. Feche os olhos e sinta-se flutuando mentalmente.
2. Estique as pernas e coloque os pés em forma de garras.
Aperte forte, sinta a tensão e aumente-a.
Inspire fundo e enquanto o faz, veja como a tensão flui até esse local, como água de um manancial ou como corrente elétrica, use qualquer imagem que lhe pareça agradável e fácil.
Depois de manter a atenção enquanto inspira, conte até cinco e relaxe os músculos, expirando lentamente, ao mesmo tempo em que visualiza a tensão, o estress e as preocupações desaparecendo como fumaça levada pela brisa. Sinta a diferença entre a tensão muscular antes e depois do exercício.
Continue com...
3. Panturrilhas e pernas, proceda como no exercício 2, e continue assim nos próximos itens.
4. Glúteos, ventre e genitália.
5. Peito (pulmões).
6. Costas
7. Mãos
8. Antebraços e braços
9. Ombros
10. Pescoço (é o mais difícil, porque há muita tensão acumulada). Depois do exercício, gire a cabeça várias vezes, lentamente, primeiro para a direita, até o máximo e depois para a esquerda. Logo, tente tocar com a orelha esquerda o ombro esquerdo, continue o movimento colocando a cabeça para trás, olhando para o teto e girando até tocar o ombro direito com a orelha direita, continue o giro para a frente até que o queixo toque seu peito. Faça-o três vezes para a um lado e três vezes para o outro.
11. Mandíbulas (morda forte... relaxar e abrir – aqui também há muita tensão).
12. Lábios e boca (contrair em forma de U).
13. Pálpebras (aperte fortemente e solte-as, pensando que um líquido morno sai delas e se espalha por todo o rosto).
14. Testa e couro cabeludo.
Como se vê, esta técnica consiste em retesar um grupo de músculos enquanto se inspira, se retêm o ar alguns segundos e depois se afrouxa gradativa e completamente a tensão enquanto se espira de forma lenta e plena. Com cada expiração, procure jogar para fora dos pulmões todo o ar que puder, sem que isto o deixe desconfortável.
Agora, repita todos os ítens novamente, mas somando um ao outro. Pés, depois pés e pernas, depois pés, pernas e glúteos, e assim por diante, até chegar à testa. Aqui fica todo o corpo contraído. Retese ao máximo possível, conte até 5 e... relaxe!
Vantagens
Evita tensões
Deixa mais reservas energéticas
Dá mais tranqüilidade e confiança
Ajuda a conciliar o sono
Cura pequenas fobias e tiques nervosos
Deve-se evitar: Tomar banho antes.
Intenção: Relaxe seus músculos, não sua mente.
Desenvolver uma consciência da diferença: tensão – relaxamento.
Tente localizar uma imagem ou experiência que possa identificar este estado de relaxamento e de plena calma. Assim, toda vez que praticar auto-hipnose pode reforçar essa imagem e alcançar mais rapidamente essa sensação de relaxamento. Finalmente, com a prática, a imagem, isolada ou lembrança, atuará como apoio pós-hipnótico e produzirá a sensação de relaxamento.
Exemplos: A imagem de um boneco de tecido ou um macarrão cozido, um balão se esvaziando.
Enquanto estiver fazendo o exercício, veja em que partes de seu corpo existe mais tensão. Cada pessoa tem suas zonas especiais, onde se acumula mais tensão que as outras.
Na próxima vez trabalhe mais nessas zonas que as outras.
Texto adaptado pela Dra. Márcia Mathias
* MÁRCIA MATHIAS é psicóloga, tem curso de hipnose pela SOHIMERJ e dirige a Clínica São Tomaz, em Botafogo - Rio de Janeiro/RJ - (21) 2275-7233 / 2542-3666 * mathias_psi@yahoo.com.br
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
sábado, 22 de agosto de 2009
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Dormir melhor
Em meu trabalho, como instrutor e consultor internacional, nem sempre consigo dormir o suficiente. Você já passou por isso? Quando você chega na cidade à meia-noite, num ambiente que não lhe é familiar, e precisa acordar às 6 da manhã, no dia seguinte? Ou, talvez, em casa mesmo, seu horário ocupado lhe deixa muito pouco tempo para dormir?
Bem, você pode tomar algumas pílulas. Ou, quem sabe, brincar um pouco com o seu cérebro. Ah, e conseguir dormir o suficiente quando pode. Simplesmente, siga o modelo – você vai gostar! E é fácil. Como dormir.
Quando você já estiver na cama:
Programe a quantidade de sono que você precisa. Você pode fazer isso de muitas maneiras. Aqui vai uma:
Pergunte a si mesmo de quanto de sono você precisa – e ouça a resposta do seu corpo. Digamos, 10 horas.
Mentalmente, veja uma linha que se estende da esquerda para a direita. No final da linha, aparece a hora em que você deve acordar, ex.: 6h. da manhã.
Acerte o começo da linha na hora em que você precisa dormir. Neste exemplo, à 8h. da noite.
Mas não comece a dormir, ainda.
Decida como você quer se sentir quando acordar.
Como você gostaria de sentir-se ao acordar? Provavelmente descansado, alerta, energizado – bem. Lembre-se de uma vez em que se sentiu assim, e associe-se a essa sensação. Sentiu? Ótimo.
Agora, diga ao seu inconsciente que é assim que você quer sentir-se ao acordar.
E, antes de acordar, você precisa dormir. Mas ainda não comece a dormir.
Programe seu despertar.
Por que usar um despertador, se você pode escolher a maneira como quer acordar – muito melhor! Portanto, imagine um relógio – sim, aquele – e acerte a hora de despertar nesse relógio imaginário. Digamos, 6h. da manhã. Agora, guarde o relógio em sua mente.
Durma.
Veja novamente a linha do tempo em sua frente, indo da esquerda para a direita.
Veja um ponto, nessa linha, marcando a hora atual, ex.: 11h da noite.
Com os olhos da mente, entre na linha, naquele ponto. Ela se estende da esquerda para a direita. Agora, você já está dormindo por algumas horas, na verdade desde as 8h. da noite. Isto é um sonho.
E, à medida que você sonha, pergunte a si mesmo, detalhadamente: quais são as submodalidades de estar dormindo? Veja-as. O que, exatamente, você vê, quando está dormindo, como agora? E estando dormindo, o quê exatamente você pode ouvir? E como se sente dormindo? Exatamente.
É isso aí. Tenha um bom sono.
Muitos de nós temos nossas próprias pílulas de PNL – pequenos truques que aprendemos, para tornar nossas vidas mais fáceis ou para nos impulsionar. Nada moderno, nada grandioso, simplesmente útil. E não seria interessante partilharmos algumas?
Aproveite!
Autor: Jean-Mark
Jean-Marc é o diretor da Wholelife, Ltd., uma companhia situada na Inglaterra, especializada em criar espaço específico para a mudança.
Pode ser contatado em: jean-marc@wholelife.co.uk
